António Muchaxo: "o hotel é como uma senhora, a toda a hora tem de ser cuidada"

António Muchaxo: "o hotel é como uma senhora, a toda a hora tem de ser cuidada"
O Turismo PT

O restaurante da Estalagem Muchaxo, um dos locais mais procurados pelos habitantes da Grande Lisboa, abriu as portas. O proprietário falou a O Turismo PT sobre as obras, as dificuldades do turismo para 2020, a opção do comboio ao avião e o "turista português".

 

Durante muito tempo, mesmo muito, o conceituado restaurante foi alvo de obras profundas e "aproveitámos o facto de estar fechados para pôr algumas coisas em ordem", explicou António Muchaxo. Salientando que "o hotel é como uma senhora a toda a hora tem de ser cuidada".

A Estalagem/Hotel, localizada na Praia do Guincho em Cascais, não sofria uma intervenção tão profunda há muitos anos, pois com os clientes "não era possível fazer uma limpeza como fizemos". Como estiveram encerrados dois meses "aproveitámos para fazer uma limpeza profunda", uma vez que se tratavam de "obras que não davam para fizer estando abertos", rematando que "não podia fechar o restaurante por isso".

Sobre o selo "Clean & Safe", o hoteleiro afirma que "é importante porque cria segurança não só para os nacionais mas para os estrangeiros", no entanto considera que "o mais importante" "é preciso que lá fora isso seja divulgado que é em Portugal". Ou seja os turistas estrangeiros têm de conhecer o selo e saber o seu significado. António Muchaxo revelou a O Turismo PT "já falei com alguns operadores internacionais e eles desconhecem o selo", mas considera ser muito importante "que esse selo desse mais confiança", uma vez que "qualquer pessoa que vá para um hotel ou restaurante que vá sem ter medo". No entanto se "não for divulgado para o exterior, o apelo não é grande porque se é desconhecido". Vincou ainda que "esse selo representa mais uma responsabilização para o hoteleiro para ter as coisas preparadas".

Uma vez que a maioria das companhias de aviação retoma as suas operações a 15 de Junho, os hotéis dependem da aviação, sabendo que ainda existe muita insegurança para viajar, António Muchaxo afirmou de imediato que o ano de "2020 é um ano perdido", mas optimista salientou que "em 2021 será melhor". Sobre a aviação, apresentou uma alternativa que poderá causar menos medo. Ou seja "a questão da aviação é um problema mas as pessoas também têm os comboios e podem utilizar os comboios em vez da aviação". É conhecido que Portugal não tem comboios de alta velocidade, pelo que uma viagem entre Lisboa e Madrid dura nove horas. Mas o hoteleiro respondeu que "há gente que gosta de andar de comboio": Recordou que "não se perde nada porque antigamente fazia-se". Sublinhando que "não se perde nada".
Recordou também que "os comboios em França, Paris e Nice continuaram a movimentar-se enquanto não havia aviões". Obviamente que "o mais importante é a aviação, mas temos de tentar qualquer maneira".

António Muchaxo salientou que "o turismo tem de ser muito bem tratado para o turista", sugeriu que seria importante considerar pessoas mediáticas, dando como exemplo a Lady Gaga, "para conhecer o país e ver então que está tudo bem", explicando que, esta sugestão, se trata de uma "forma mais económica de fazer a propaganda".

Neste Verão vão existir "muitos problemas, porque o turista português tem pouca possibilidades e vão tentar fazer umas férias mais económicas". O hoteleiro referiu que Portugal viveu "muitos anos à custa do turismo internacional, agora vamos viver com 20% que é o turismo nacional". Ora "isso vai fazer com que muitos estabelecimentos não consigam sobreviver".

Recordou que antes da pandemia "a hotelaria que estava no auge" e que agora "vai ter dificuldades em conseguir que se mantenham abertos". Explicando a sua opinião relação a 2020 afirmando que "tenho a impressão que este ano muitos vão ter que puxar para recomeçar no próximo ano a viver de uma maneira normal". mesmo como pessoa optimista que o é, afirmou "infelizmente não acredito". Salientou que "só um milagre" fará com que as suas opiniões estejam erradas. Justificando que "os grande festivais não são permitidos" e "esses festivais, esses concertos, traziam a juventude, músicos e orquestra". António Muchaxo concluiu afirmando que "não vejo que 2020 consiga trazer lucro", pois o "estar aberto já é alguma coisa mas não vejo que o lucro dê para pagar as despesas não vai dar".

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