“Língua Franca” vence Longas Metragens do Queer 2020

por: Zita Ferreira Braga

Na noite de ontem o Cinema São Jorge foi palco da atribuição dos prémios, em todas as categorias do Festival Queer 2020



Na Sala Manoel de Oliveira do Cinema São Jorge, foram anunciados, por elementos da organização os prémios da Competição de Longas-Metragens, Competição de Documentários, Competição de Curtas-Metragens, Competição In My Shorts - que distingue o Melhor Filme de Escola Europeia - e Competição Queer Art.


E o resultado da opinião e respectiva deciusão dos respectivos júris foi a seguinte:

Competição de Longas-Metragens

Melhor Filme: Lingua Franca, de Isabel Sandoval (EUA, Filipinas, 2019)

Competição de Documentários

Melhor Filme: Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani (França, 2019)

Competição de Curtas-Metragens

Melhor Filme : Quebramar, de Cris Lyra (Brasil, 2019)

Menção Honrosa: Aline, de Simon Guélat (França, Suíça, 2019)

Competição In My Shorts

Melhor Filme: Why do I Feel Like a Boy?, de Kateřina Turečková (República Checa, 2019)

Competição Queer Art

Melhor Filme: Santos, de Alejo Fraile (Argentina, 2019)

Menção Especial: Hiding in the Lights, de Katrina Daschner (Áustria, Itália, Espanha, Alemanha, 2020)


O Júri da Competição de Longas-Metragens, composto por André Tecedeiro e Joana Ascenção, atribuiu o Prémio para a Melhor Longa-Metragem desta edição a Lingua Franca (EUA, Filipinas, 2019) , de Isabel Sandoval, um prémio no valor de 1000€ oferecido pela Associação Variações.
E o júri esclarece a sua escolha afirmando: “Premiamos Lingua Franca, de Isabel Sandoval, pela singularidade e subtileza com que retrata uma realidade de vulnerabilidade e resistência, num contexto contemporâneo extremamente adverso.”


O Júri da Competição de Documentários, composto por Catarina Alves Costa, Margarida Mercês de Mello e Paulo Pascoal, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Documentário ao filme “Toutes les Vies de Kojin” (França, 2019), realizado por Diako Yazdani, um prémio no valor de 3000€ atribuído pela RTP2, pela compra dos direitos de exibição do filme neste canal. Segundo o Júri: “Toutes les Vies de Kojin, de Diako Yazdani, oferece-nos um olhar humano sobre uma realidade que só a cumplicidade com quem está atrás da câmara pode revelar. O lugar da fragilidade imposta, filmada com empatia e força.”


O Júri da Competição de Curtas-Metragens, composto por José Magro, Ricardo Barbosa e Rita Natálio, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Curta-Metragem ao filme “Quebramar”do (Brasil, 2019), realizado por Cris Lyra.
Segundo o Júri: "Pelo mergulho no cuidado comunitário e reparador que conecta as vidas de jovens lésbicas de São Paulo. Um filme líquido atravessado pelas ocupações das escolas secundárias em 2015, pelo candomblé, pela música, pela ternura, e também pelo luto face a um Brasil despedaçado pela sua história política mais recente e pela violência colonial e racista que marca a sua fundação histórica."

O mesmo Júri atribuiu uma Menção Especial a Aline (França, Suíça, 2019), realizado por Simon Guélat. O Júri atribui o prémio a este filme "pela desconstrução das histórias amorosas tendencialmente heteronormativas que ocupam o imaginário da literatura clássica, e pela celebração de um amor que escusa rótulos. Uma ficção esteticamente irrepreensível, sobre a liberdade e a urgência de finais felizes."


O mesmo Júri avaliou também a Competição In My Shorts, onde decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme de Escola Europeia à curta-metragem “Why do I Feel Like a Boy?” (República Checa, 2019), realizado por Kateřina Turečková. Sobre o filme o Júri disse: "Pela coragem deste filme, que aqui é o veículo para que o protagonista possa experimentar o seu desejo de viver uma vida, um corpo e um lugar que não os seus. Em nome do júri, agradecemos ao protagonista, Ben, pela determinação de contar a sua história, e pela vontade de a concretizar num contexto onde todos lhe dizem o contrário."


Por sua vez, o Júri da Competição Queer Art, composto por Hugo Diniz, Sérgio Braz d'Almeida e Sónia Baptista, decidiu atribuir o Prémio de Melhor Filme Queer Art a “Santos” (Argentina, 2019), realizado por Alejo Fraile.
O Júri justifica a sua escolha "pelo lado experimental e disruptivo da sua construção narrativa e pela pertinência de abordar de forma sensível o urgente tema da transexualidade no seio familiar."

O mesmo Júri atribuiu ainda uma Menção Especial a “Hiding in the Lights”, de Katrina Daschner (Áustria, Itália, Espanha, Alemanha, 2020), "pela sua exímia abordagem estética e formal.”

Num ano de dificuldades acrescidas devido à situação de pandemia, o Queer Lisboa salienta a grande afluência de público, confirmando assim a vontade por parte dos espectadores em continuar a celebrar o cinema queer de forma presencial e também a crucial importância dos festivais de cinema, contrariando os números das salas de cinema comerciais.

Posto isto uma palavra para o Cinema São Jorge  que não esqueceu as normas impostas pela DGS, relativamente aos cuidados com a pandemia.
Se as pessoas não cumprem de quem é a culpa?

de salientar que as sessões de abertura e encerramento não esgotaram para além das sessões terem uma audiêncai masi reduzida.


Foram também anunciadas as datas do Queer Lisboa 25, o que aontecerá  de 17 a 25 de Setembro de 2021.

 

 
 
 

RIU Hotels & Resorts

Amsterdam City Card

Etihad Airways

Actualidade