Haydn e Brahms interpretados pela Metropolitana no Festival ao Largo

A Orquestra Metropolitana  de Lisboa, dirigida por pedro Amaral foi a vedeta de mais uma noite de Festival ao Largo


Para um Largo de São Carlos completamente cheio, a Orquestra Metropolitana de Lisboa interpretou duas peças de dois compositores bem conhecidos do público amante de música, Haydn de quem ouvimos Concerto para Violoncelo, com o violoncelista Nuno Abreu e de Brahms, a Sinfonia nº2.

A estrutura clássica do concerto de Haydn é de uma grande beleza e teve uma interpretação excelente em Nuno Abreu. Senhor de grande virtuosismo Nuno Abreu fez uma demonstração de como um violoncelo pode tornar-se numa arma poética quando se lhe chega à alma e se consegue fazê-lo cantar. Foi uma execução excelente, de grande brilho que entusiasmou a plateia.

Com Brahms o registo mudou. Entramos em pleno fervor romântico. A Sinfonia nº2 de Brahms, embora por vezes se oiçam algumas frases musicais que se podem soar a clássico, toda a estrutura é perpassada por um romantismo bem delineado sem exageros mas até com alguns daqueles arrebatamentos tão característicos do estilo.
Brahms reagiu contra o Romantismo, mas acabou por ceder e realmente esta sinfonia é bem prova disso.
O final do último mandamento é de grande beleza e exuberância orquestral que ninguém consegue ficar sentado com o ultimo acorde.

A Orquestra Metropolitana de Lisboa esteve bem, como aliás é seu apanágio e a direcção de Pedro Amaral foi segura, talvez pouco emotiva.

Mais uma vez o Festival ao Largo ofereceu ao muito público presente uma excelente noite de música, por vezes misturada com o ladrar dos cães, certamente enervados com o muito calor que se fazia sentir.
Uma palavra para Jorge Rodrigues que faz a apresentação das peças que serão executadas sempre com um comentário divertido, mas sempre também a enquadrar o publico na peça que vai ouvir.

O Festival ao Largo continua no fim de semana com a Orquestra Sinfónica Portuguesa a interpretar a oitava sinfonia de Beethoven  e o Capricho Espanhol de Rimsky Korsakov.

Fim do Ano

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