Turismo Algarve e associações da região não desistem de ter público na Formula1

As entidades representativas do turismo no Algarve não compreende a decisão do Governo de impedir o publico de assistir à Formula 1, causando enormes prejuízos para a região.

A Turismo Algarve refere, em comunicado que ao longo de vários meses "temos vindo a trabalhar com a DGS, Autoridade de Saúde Regional e com as Forças de Segurança e da Protecção Civil de forma garantir que o Grande Prémio de Portugal F1 se realize com todas as condições de segurança para residentes e visitantes". Salientando ainda que "nada apontava para uma tal eventualidade ausência de público".

O evento está a ser organizado com as medidas mais restritivas de todo o circuito da F1, nomeadamente "as mesmas exigências que são impostas aos passageiros para as viagens de avião". Ou seja "é realizado ao ar livre e num perímetro de mais de cinco km de extensão onde serão aplicadas fortes reduções de capacidade". Está também definido a "obrigatoriedade de realização prévia de testes para todos os espectadores" e a obrigatoriedade "permanente do uso de máscara e imposição de distanciamento social". Para além dessas regras existirão "equipas em sistema de bolha, vigilância permanente e disponibilização de álcool-gel", conforme explica a Entidade de Turismo do Algarve, no seu comunicado.

A Entidade presidida por João Fernandes recorda que "antes e depois do GP de Portugal, os GP de Imola (18 Abril) e GP Barcelona (09 Maio) estão previstos sem medidas tão restritivas e com público nas bancadas".

A Turismo Algarve salienta, também, que estes grandes eventos são "estratégicos para o arranque da economia de uma região que está em concorrência directa com destinos turísticos mediterrânicos e que tem sido a mais assolada pelo desemprego e, simultaneamente, a que melhor tem prevenido e controlado a pandemia de forma consistente, em território continental".

A Entidade de Turismo relembra-se que:
• O impacto económico da corrida de 2020 para o Algarve e para Portugal foi superior a 30 milhões de euros e o impacto mediático superior a 60 milhões de euros, tendo alcançado 42 milhões de pessoas via televisão e 24 milhões de pessoas via redes sociais.
• O Autódromo Internacional do Algarve tem mais de 5 km de perímetro nas bancadas e é ao ar livre.
• A 19 de Abril serão permitidos espectáculos em locais fechados, como cinemas, teatros e salas de espectáculos, ou a abertura de centros comerciais (o GP F1 está previsto para 2 de maio). As medidas propostas para este evento são muito mais exigentes que qualquer outro evento em Portugal.
• Após a corrida de 2020, fez-se uma análise estatística da representatividade regional e local dos espectadores, comparada com a incidência regional e local da doença COVID-19, a qual foi taxativa na inexistência de qualquer impacto ou correlação entre ambos. Além disso, não foi nunca mencionado ou comunicado qualquer surto que tivesse origem nos espectadores da Fórmula 1.

No entanto a Turismo Algarve, continuará a trabalhar "serenamente e de forma coordenada com as autoridades de saúde, as forças de segurança e da protecção civil, as autarquias e o Governo, na defesa da saúde pública e do valor inestimável da vida, criando todas as condições para que esta grande montra para o mundo possa ajudar o Algarve e o País".

As entidades que assinam este documento, enviado pela Turismo Algarve são: AMAL – Comunidade Intermunicipal do Algarve; AIHSA – Associação dos Industriais Hoteleiros e Similares do Algarve; AHETA – Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve e NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve.

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