Não gostam de ser chamados cobardes, mas então vamos dizer "timidos"

Não gostam de ser chamados cobardes, mas então vamos dizer "timidos"
O Turismo PT

Em relação às Manifestações sobre #SalvemOturiSmo, temos algumas alterações a fazer sobre a presença de alguns dos profissionais que se fizeram representar.

Recebemos muitas queixas em relação ao facto de termos de no artigo termos mencionado que os "Agentes de viagem" não terem estado presentes. Pelo que nos foi reportado, pelos mesmos estiveram.

Um pedido de desculpas aos Guias-Interpretes Nacionais, a quem chamamos Guias Turísticos Nacionais. Pedimos igualmente desculpa à Associação Portuguesa dos Guias-Intérpretes e Correios de Turismo, que estiveram presente a defender a classe, na pessoa da sua presidente Cristina Leal. Assim como o presidente Ricardo Martins do Sindicato Nacional da Actividade Turística Tradutores e Intérpretes, com um discurso de forte chamada de atenção pela situação em que se encontra a classe.

Não os tendo sido possível identificar nos participantes da Manifestação, os Agentes de viagem utilizaram as redes sociais para nos alertar que estiveram presentes.
No entanto de um universo superior a mais de cinco mil profissionais desta área do turismo, ao que conseguimos apurar, não cegaram a duas dezenas os que estivem no Porto, em Lisboa e Faro. Onde estavam os outros?

Foi-nos, também referido nas redes sociais, que "as pessoas têm a liberdade de não de ir". Obviamente que sim. Em momento algum escrevemos que era uma obrigação estarem presentes.
Também foi referido que "podemos não concordar com as ideias do Grupo". Sem dúvida que sim. Mas então porque lá estão?

Insistimos que numa altura em que muitas agências de viagens fecharam portas, outras estão em teletrabalho (principalmente contactando os clientes que já tinham) e também quem já tenha encerrado a actividade, porque ficaram em casa? Cobardia? Não, não gostaram que os chamássemos de cobardes. Então como devemos trata-los?
Mas não podemos de voltar a referir que a Associação de Agentes de Viagens e Turismo, embora em eleições nesse dia, poderia ter-se deslocado á Praça do Comércio, para defender um dos maiores sectores do Turismo. Porque motivo não esteve presente? Não temos informação.

Quando tantos empresários da restauração se queixam que não conseguem manter as portas abertas, tendo alguns já encerrado por não conseguir suportar os custos, porque não estiveram presentes? Preferem manifestar-se à parte.
E a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal que tanto tem reunido com o Governo e que no dia anterior, juntamente com a Confederação do Turismo Português em reunião com o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, qual o motivo da ausência destas duas entidades?

Não menos importante, os hoteleiros e os empregados das várias áreas existentes num hotel? Estiveram presentes? Pois talvez meia dúzia. E os outros? Ficaram em casa a receber o lay-off ou o subsidio de desemprego? Pois, mas ambos têm um prazo de validade. Quando acabar, que pensam fazer?
A Associação da Hotelaria de Portugal, que na pessoa da sua Directora Executiva Cristina Siza Vieira, também optou por não  marcar presença? Qual o motivo? E o presidente Raul Martins, proprietário de um grupo hoteleiro?

Bem, houve muitos ofendidos porque lhe chamamos cobardes, mas no Turismo trabalham mais de 40 mil pessoas, mas apenas estiveram presentes nas três cidades onde a Manifestação se realizou pouco mais de 200 pessoas.

Virtualmente é muito fácil escrever criticas e apoiar, mas quando se trata a dar a cara e estar presente, a cobardia é mais forte. Para os que se ofendem com a palavra, podemos dizer os "tímidos".

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