A cobardia dos profissionais do sector do turismo viu-se na Manifestação #SalvarOturiSmo

A cobardia dos profissionais do sector do turismo viu-se na Manifestação #SalvarOturiSmo
O Turismo PT

Alguns trabalhadores, os que não foram cobardes, do sector do turismo manifestaram-se esta quinta-feira no Porto, em Lisboa e Faro.

Estão milhares de profissionais do sector do turismo no desemprego e com grandes dificuldades, no entanto apenas os Guias Turísticos Nacionais e os Animadores Turísticos marcaram presença.

O grupo do facebook ultrapassa as 5400 pessoas, mas na Praça do Comércio, Avenida dos Aliados e Doca de Faro foram poucos os que marcaram presença. Na Praça de Comércio foi onde se registou a amior adesão com cerca de duas centenas de profissionais do sector.

Quantos agentes de viagens estão em lay-off ou sem trabalho?
Quantos empregados de hotéis, Alojamento Local, Restaurantes estão desempregados?
Quantos proprietários de hotéis estão com grandes problemas financeiros?
Os donos de restaurantes reclamam muito, mas onde estavam eles esta tarde?

Sendo um manifesto apartidário, e ao contrário dos que acamparam em São Bento, não tiveram a presença de nenhum politico, porque motivo as Associações do sector não se juntaram a esta causa?

A responsável da Associação Nacional de Condutores de Animação Turística, explicou em tom bem alto as dificuldades que o sector, por exemplo os Tuc Tuc, estão a passar.

 

Tiago Duarte André disse ao Jornal O Turismo PT que enviou o Manifesto para a AHRESP, Confederação de Turismo de Portugal, Associação da Hotelaria de Portugal, Associação dos Agentes de Viagens e Turismo, entre outras. No entanto não obteve resposta de nenhuma, com excepção da Confederação que disse estar a aguardar as medidas. Recordamos que a CTP foi recebida pelo ministro da Economia no passado dia 02 de Dezembro, juntamente com a AHRESP.

O mentor do Movimento disse, no resumo do dia, "acho lamentável a falta de adesão de pessoas o que só vem confirmar o que muitos já desconfiavam… 'Falam, falam, falam, mas não vos vejo a fazer nada!'" Vincando que "é muito triste, quando um conjunto alargado de pessoas fez o melhor que podia, para conseguir proporcionar um momento épico a todo o setor do Turismo e a resposta que tivemos ficou muito aquém do objectivo".

 

A agente de viagens Patrícia Oliveira que esteve em Lisboa, comentou na página do Movimento "é incrível ver como nas festas do trade (agentes de viagens), fams (viagens que os Operadores Turísticos oferecem aos agentes, com o intuito de conhecerem os destinos), etc... a adesão é francamente maior". A agente de viagens frisou que "preferia 1500x estar numa dessas situações do que num local onde o que é falado é a dura e triste realidade". Afirmando que "sim, muitos de nós temos medo do bicho, outros tantos estavam a trabalhar, outros por motivos de força maior mas e os que não se enquadram nestas 'desculpas'?".

Também Luís Gomes da Silva, Agente de viagens, comentou "desculpas, desculpas e mais desculpas! Eu estou sozinho na agência! Fechei-a para estar presente! Fiz mais de 150kms hoje para poder estar presente! Houve colegas que ainda fizeram mais! Gastámos gasolina, pagámos portagens, estacionamento, outros foram de transporte e tiveram de pagar bilhete para estarem presentes! Apanhámos frio e estivemos à chuva enquanto um colega discursava!" O agente de viagens referiu que no Porto e arredores "poucas agências estavam presentes" e questionou "está tudo a trabalhar? Ainda bem que assim é, pois já não precisam de estar preocupados quando o local onde deveriam realmente estar a trabalhar, fechar portas! Já têm trabalho para o futuro!" Concluiu ao dizer que "gestores, administradores, funcionários... todos deveriam ter ido! Nem que fosse uma pessoa por agência em sua representação", mas optaram por se acobardar e não irem.

Em Faro esteve Cátia Raio Ramos, agente de viagens, que comentou "fiquei desiludida com a fraca adesão, devíamos de estar lá muitos mais, até os funcionários que supostamente terão os seus postos de trabalho em causa, todos eram importantes para nos fazermos ouvir e a quantidade é importante". Reforçou que "com pouca gente, passa a mensagem de que a maioria está bem e não esta a a sofrer na pele com esta situação".

 

Tiago Duarte André salientou que "é fácil criticar, é fácil apontar o dedo, mas antes de assumirmos esse papel é fundamental questionar-mo-nos do seguinte: 'o que é que eu fiz de positivo para ter esse direito de criticar?'. E hoje mais do que nunca isso ficou patente…somos efectivamente um povo de brandos costumes!" Reforçou que "não vamos fazer mais greves", no entanto "iremos dar seguimento a este movimento e veremos depois quais as medidas a tomar".

Muitos dos presentes, como será possível ver no filme, exibiam cartazes a dizer "Se cai o Turismo, Portugal cai", mas a principal mensagem que os presentes no Porto, em Lisboa e Faro, pretenderam passar foi: "Precisamos de voltar a Trabalhar".

Tiago Duarte André concluiu afirmando "demos palco ao turismo, mas o turismo não quis entrar em cena"!

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