Turismo do Algarve estimava um impacto de cerca de 80M de euros com o Moto GP

Turismo do Algarve estimava um impacto de cerca de 80M de euros com o Moto GP
Moto GP

Após o 'desastre' na quebra das regras da Direcção Geral de saúde (DGS) no Grande Prémio de Formula 1, que se registou em Portimão, o Governo decidiu que o Campeonato Moto GP não terá espectadores.

Portimão registou uma afluência de 27 mil pessoas no Grande Prémio de Formula 1, realizado no passado dia 25 de Outubro, o que foi uma 'lufada de ar fresco' para a hotelaria e restauração, assim como para os serviços.

No entanto, devido ao facto do promotor do evento não ter cumprido as regras de distanciamento, assim como uso obrigatório de máscara, durante todo o evento, o Campeonato de Moto GP, não terá público.

O Turismo do Algarve estima que a região contabilize cerca de seis milhões de euros em receitas provenientes do evento desportivo de motos, mas a mesma fica muito abaixo da inicial. O que apontava para um encaixe de 80 milhões de euros, registará uma perda bastante significativa uma vez que não existindo espectadores, não há ocupação hoteleira, nem refeições.

Em declarações à TSF, o presidente da Turismo Algarve afirmou que “nós tínhamos uma estimativa de impacto desta iniciativa com público de cerca de 80 milhões de euros que obviamente não se verificará”.

Embora a prova decorra no período do Estado de Emergência, até ao momento não temos nenhuma informação que a mesma não se realize. De salientar que Portimão, não é um dos concelhos do recolher obrigatório. A autarquia na sua página referiu no dia 06 de Novembro que "no âmbito de iniciativas motorizadas que decorreram no Kartódromo e Autódromo Internacional do Algarve, fechadas ao público, foi realizado um rastreio preventivo, antes realização dos eventos desportivos, do qual resultaram 12 casos positivos de COVID 19 entre membros das equipas participantes".

Sem público, a prova, que decorre a 22 de Novembro, no Autódromo Internacional do Algarve, deverá levar até à região cerca de três mil pessoas, entre equipas de Moto GP 2 e 3, respectivas equipas do suporte, jornalistas e outras pessoas “exteriores à região”.

Terão um impacto total nos seus consumos no alojamento, na restauração, nas compras que fazem no local, de cerca de seis milhões”, estima João Fernandes, sublinhando a “redução significativa em termos de impacto receita”.

O presidente da Turismo do Algarve salienta que o evento desportivo tem outras vantagens, uma vez que contribui, por exemplo, para promover a região e aumentar a sua notoriedade, uma vez que se trata de uma grande prova, que é transmitida para todo o mundo.

O dirigente acrescentou que “só a televisiva chega a 428 milhões de lares em todo o mundo. Nos canais digitais os grandes prémios de Moto GP em 2019 tiveram alcance de 6.7 biliões e de 1.25 biliões de vídeos visionados, portanto a capacidade de dar a conhecer um território, um destino turístico, um país, através de eventos é muitíssimo importante e não se fixa apenas no momento em que se realiza a prova, é sobretudo centrada naquilo que o território tem para oferecer”.

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