Miguel Frasquilho afirma que "a TAP precisa de uma dimensão mínima"

Miguel Frasquilho afirma que "a TAP precisa de uma dimensão mínima"
Global Imagens

Miguel Frasquilho, defendeu hoje (14/09) que a companhia precisa de uma dimensão mínima para continuar a defender os interesse do país, ainda que tenha de "encolher", no âmbito do plano de reestruturação.

O Chairman do grupo TAP, foi o orador na segunda Web Conference da V Cimeira do Turismo Português, onde se registaram grandes dificuldades técnicas para se fazer entender. O evento decorreu com o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, para debater os transportes e as acessibilidades em tempos de de Covid-19, moderado pela jornalista Rosário Lira.

O presidente do Conselho de Administração do TAP afirmou, à pergunta de Francisco Calheirtos se a TAP não irá “encolher” na sua reestruturação e se tal não prejudica a política de hub da companhia, que "a TAP precisa de uma dimensão mínima".

Miguel Frasquilho afirmou que “neste momento, a TAP tem um modelo de hub em Lisboa, mas não esquecendo os outros aeroportos do país importantes para nós". No entanto, garantiu também uma preocupação com o resto do território nacional, sobretudo a região Norte, a "mais empreendedora", apesar dos "mal entendidos do passado".

Mas a realidade "é que sabemos que a TAP precisa de uma dimensão maior e nós vamos trabalhar num cenário desses. Não é intenção de ninguém que a TAP vire uma TAPzinha, não serve os interesses do país.”. Salientando que "o sector do turismo/viagens foi, e vai continuar, a ser o mais afectado".

O dirigente explicou que "em 2021 o transporte aéreo estará a pouco mais de 40% da sua capacidade, conforme revela a IATA". Fruto de uma “conjuntura extraordinariamente incerta” e que “não permite perspectivas animadoras para os próximos meses”, a TAP teve que recorrer ao auxílio do Estado a par de outras companhias como europeias, pelo que “não é um problema da TAP, é um problema global”.

Com uma frota de 109 aviões, a TAP “gostaria de ter neste momento muito mais aviões no ar”. No entanto, o presidente sustenta que “a procura tarda a chegar a níveis que nos permitam usar mais aviões”. No entanto a Companhia tem vindo a “acrescentar mais destinos e rotas” para “recuperar o mais rapidamente possível”. Para já o número estabelecido é que "vamos trabalhar com pouco mais de 90 aeronaves"

O Chairman garante que "há um nível mínimo a partir do qual a dimensão da frota não pode baixar”, além de que a Companhia pretende “manter a ligação aos Estados Unidos” e também ao Brasil, contando estabelecer todas as suas rotas para ambos os destinos, mas com menos frequências, já em Outubro.

Quanto aos trabalhadores, Miguel Frasquilho reiterou que a salvaguarda do emprego é uma preocupação "muito grande" da empresa, mas admitiu não estar ainda em condições para avançar com números da redução de trabalhadores, que poderá ocorrer por via da perda de dimensão.

"Infelizmente, diria que os sacrifícios vão continuar. A forma desses sacrifícios, ainda estamos a trabalhar nisso. Já não vai demorar muito tempo", assegurou, referindo que o plano de reestruturação estará "certamente" pronto até ao fim de Outubro. E será nessa altura que prevê "chegarmos aos 40% de operação", referindo que "as outras companhias europeias estão mais adiantadas que nós, mas com mais prejuízos".

Miguel Frasquilho vincou que a TAP terá uma “preocupação muito grande” em salvaguardar postos de trabalho ainda que os “sacrifícios” continuem.

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