Na Web Conferência da ADHP ficou a questão: "Será que as empresas vão conseguir resistir?"

Na Web Conferência da ADHP ficou a questão: "Será que as empresas vão conseguir resistir?"
O Turismo PT

A Associação de Directores dos Hoteis de Portugal (ADHP) organizou uma Web Conferência, para debater o Impacto da Covid 19 no Turismo e Hotelaria, em que se chamou a atenção que "sem empresas, não há empregos".

 

A intervenção com mais relevo e importância, devido às áreas e à forma objectiva e concreta de abordar o tema, foi a da Secretária Geral da Associação da Hotelaria Restaurantes e Similares (AHRESP). Uma das primeira questões que lançou para o debate foi: "Será que as empresas vão conseguir resistir?", isto porque muitas delas estão encerradas há um mês "sem entrar dinheiro nenhum na caixa".

Ana Jacinto lança uma nova pergunta: "Será que as medidas do Governo são medidas para resistir?", pois a Secretária de Estado do Turismo disse, na sua intervenção, ser "preciso de garantir que as empresas resistam nesta fase muito importante".

A dirigente da AHRESP deixou muito claro que as empresas "não têm capacidade para se endividarem e para depois com estes encargos estranguladores com que vão ficar poderem fazer face às suas obrigações sabendo nós que a retoma vai ser muito lenta e muito complicada". Salientando que "nós não vamos morrer da doença, mas da cura", uma vez que não sabemos "como vamos aguentar até lá e como nós nos vamos erguer", vincou.

Uma das principais soluções que Ana Jacinto vê como imediata é que "temos de injectar dinheiro nas tesourarias das empresas, sob pena de não se aguentarem", vendo os empréstimos do Governo inatigiveis para a maioria das empresas que a associação representa.

A AHRESP lançou um inquérito aos seus associados para saber o ponto de situação em relação às empresas do sector em pouco mais de 24 horas chegaram duas mil respostas que permitem revelar que, embora "o inquérito ainda não está totalmente fechado, mas com os dados que já detemos podemos dizer que 75% das nossas empresas estão totalmente encerradas, e não são apenas empresas de restauração porque também temos muitas empresas de alojamento encerradas". No entanto, "cerca de 58% das empresas não tem previsão nenhuma para abrir e portanto equacionam fechar" em definitivo.

Ana Jacinto concluiu afirmando que "os únicos apoios foram os do Turismo de Portugal", salientando que "foi a AHRESP que teve de ajudar, porque o empresário não conseguia preencher o documento".

Sobre o preenchimento dos documentos para se candidatar a um apoio, o Presidente da APECATE afirmou "como é possível estarem mais preocupados onde têm de assinar o papel?". Frisou que "a banca não nos está a ajudar, antes pelo contrário". Salientou que face ao que se vive actualmente "temos de alterar os todos os comportamentos, não depois, mas já".

Referindo-se aos apoios que o Governo está a proporcionar às empresas, António Marques Vidal, explicou que "aquela verba dos 30% será utilizada pelas mesmas [empresas] e não pelas micro empresas". Referindo-se a um dos pontos importantes para a atribuição de subsídios ou apoios afirmou "se o papel do cliente vai continuar a ter racius, tudo vai ficar igual".

Marques Vidal salientou que "é preciso manter as empresas, porque sem elas não já empregos".

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