Ciudad Rodrigo e Almeida exige na FITUR, reconhecimento como destino turístico conjunto

A natureza fascinante e a sua poderosa oferta gastronómica  constituem, bem como património histórico e cultural, a sua principal atracção turística



Ciudad Rodrigo e Almeida, duas terras irmãs situadas em ambos os lados da fronteira luso-espanhola, a mais antiga da Europa, organizaram um evento, no stand que ambas dispõem, na Feira Internacional de Turismo de Madrid (FITUR),  com o objectivo de reivindicar a sua categoria única, enquanto destino turístico conjunto.


Separadas fisicamente por pouco mais de 40 quilómetros de distância, mas unidas em tudo desde longa data, Ciudad Rodrigo e Almeida formam “um património histórico e cultural excepcional, com atrações singulares para o visitante, tal como a monumentalidade dos sistemas defensivos amuralhados de origem medieval, presentes nas duas vilas, os mais bem preservados do mundo”.


Marcos Iglesias e José Alberto Morgado, presidente e vice-presidente da localidade salmantina e portuguesa, respectivamente, presidiram um evento onde valorizaram o referido património, enfatizando a fortaleza na sua proposta comum, pois a fortificação de ambos os territórios torna-os pioneiros no que toca ao sector turístico. "Há mais coisas que nos unem do que aquelas que nos separam", afirmou Morgado, referindo que, apesar das suas diferenças notáveis, "são duas cidades, dois países e um único destino".


Uma ideia com a qual Iglesias concorda plenamente: "Criámos laços que vão para além de tudo o que é meramente turístico, porque queremos transmitir uma sensação de unidade", explicou o presidente de Ciudad Rodrigo, sobre a união de regiões historicamente enfrentadas pela fronteira luso-espanhola, mas que já, desde há muito tempo, perceberam que não faz sentido viver de costas, o melhor seria começar a trabalhar juntas.

A localização geográfica das duas terras, localizadas a menos de uma hora de caminho do cais de Vega Terrón, um ponto de referência e paragem obrigatória para os cruzeiros fluviais que correm ao longo do rio Douro, e que, após deixarem a cidade do Porto, transformam a imprescindível visita a Ciudad Rodrigo e Almeida na melhor experiência fluvial pelo Douro. "São destinos perfeitos para que os passageiros dos cruzeiros disfrutem de um dia agradável a nível cultural e histórico, pois, dado que são localidades pequenas, oferecem pequenos roteiros, bastante acessíveis para quem goste de caminhar", afirmou Beatriz Jorge Carpio, vice-presidente de Ciudad Rodrigo.

A importância primordial de Ciudad Rodrigo na Guerra da Independência, “a figura de Francisco de Assis e a sua relevância no âmbito do turismo religioso, bem como a sua excelência gastronómica e a sua oferta hoteleira, são outros factores determinantes para o turista, na escolha do seu destino”. Todos estes factores permitem que as duas localidades mostrem, ao visitante, uma experiência inesquecível. 

 

Ciudad Rodrigo e Almeida são dois municípios históricos localizados em ambos os lados da fronteira entre Espanha e Portugal, e, cujas administrações públicas trabalham lado a lado numa proposta de turismo conjunto.

A cidade espanhola de Ciudad Rodrigo situa-se sobre uma torre de vigia a oeste da província de Salamanca, uma posição estratégica idílica fundamental que começou desenvolver-se a partir do século XII, coincidindo com a independência portuguesa.
É a primeira muralha medieval da cidade, desta época, que ainda hoje pode ser explorada na sua totalidade. Aqui teve origem um dos exemplos mais bem preservados do sistema defensivo da Idade Média, concluído no século XVIII após sucessivas atualizações e modernizações.
Pouco depois, em 1810, Ciudad Rodrigo testemunhou a passagem mais importante da sua história, o cerco, pelo exército francês, durante três meses na Guerra da Independência.


A vila portuguesa de Almeida, pertencente ao distrito da Guarda, que por sua vez faz parte da região Centro de Portugal, protagonizou um alto destaque histórico após a restauração da independência de Portugal sobre a Espanha em 1640. Desde aquele ano, tornou-se um ponto estratégico da capital militar na fronteira luso-espanhola, o que explica a sua admirável fortaleza fortificada de origem medieval, concluída no século XVIII, uma complexa infraestrutura amuralhada, preservada de maneira excelente e que se destaca, especialmente, pela particularidade da sua planta hexagonal em forma de estrela

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