EGEAC descarta responsabilidades e população, raramente, olha para as outras Marchas

EGEAC descarta responsabilidades e população, raramente, olha para as outras Marchas
O Turismo . PT

No balanço das Marchas Populares de Lisboa, concluímos que existiu uma substancial melhoria das actuações no Pavilhão para a Avenida e qual como no futebol, as pessoas só olham para a sua Marcha.

 

As vinte marchas a concurso foram avaliadas pelo júri em duas etapas, a exibição no Pavilhão Atlântico e na Avenida da Liberdade. O somatório das duas exibições determinou o resultado final.

Por muito bem que a marcha tenha estado, dificilmente os populares vão aceitar que tenha estado bem se não for a sua ou a que apoiam. Isto acontece também no futebol, com o seu clube. Cada vez existe menos avaliação do trabalho dos outros, apenas se avalia quem gostamos ou apoiamos.

O Turismo.PT, tal como o júri, analisa o que é apresentado a concurso. No entanto não deixamos de dar valor ao trabalho que todas as marchas tiveram para conseguir a melhor apresentação.

É lamentável que um ensaiador critique uma notícia, porque informou os pontos menos positivos da sua exibição no pavilhão, com “não te metas comigo fdp, pois eu parto-te as pernas todas. Eu vou arranjar um grupo do Bairro para te … todo, não vai sobrar um osso inteiro. A … da velha (autora do artigo) vai saber como se escreve, pois nós vamos ensinar-lhe. Vão ter uma espera onde menos esperarem.”. Mas mais lamentável é que a entidade que organiza e fiscaliza o evento, EGEAC, tenha respondido cinco dias depois com "enquanto entidade organizadora do evento Marchas Populares de Lisboa, não é responsável pela atitude dos participantes fora do local de exibição, tal como não pode ser responsabilizada pelas apreciações vinculadas pelos órgãos de comunicação sobre determinado evento/atuação.", acrescentando "a situação que relata infra respeita a uma relação de direito privado à qual a EGEAC é alheia, sendo que qualquer contenda a existir deverá s.m.o. ser revolvida nas instâncias competentes para o efeito.", afirmou a Coordenadora de Comunicação.

Outro ponto que é de realçar é o facto de o ensaiador Ricardo Magalhães ter trabalhado sem o "apoio" de Carlos Jorge Santos Pereira ou Carlos Espanhol, e ter conseguido uma boa apresentação no Pavilhão e ainda melhor na Avenida da Liberdade. Recordamos que quando foi, em 2017 juntamente com Carlos Pereira, ensaiador da Marcha de Benfica ficou em penúltimo lugar. Esta ano a sua classificação, com a marcha da Ajuda, foi o 15º lugar. Estes quatro lugares acima, garantem que a Ajuda voltará a desfilar em 2020.

O destaque vai para a Marcha do Alto do Pina, a vencedora em vária categorias: 1º lugar na classificação geral, Melhor Coreografia da autoria de Pedro Garcês, Melhor desfile na Avenida e Melhor Composição Original da autoria do Maestro Nuno Fiest.

Uma referência para o coreógrafo Paulo Jesus, que continua a "abraçar" uma Marcha muito "querida" de todos, a da Santa Casa da Misericordiosa.

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