Marchas Populares de Lisboa com fraca qualidade

Marchas Populares de Lisboa com fraca qualidade
O Turismo.pt

Na noite de ontem o Pavilhão Atlântico foi palco da primeira apresentação de algumas Marchas Populares que irão desfilar a 12 de Junho na Avenida da Liberdade.


Antes do desfile que se realiza na Avenida da Liberdade na noite de Santo António, as Marchas concorrentes fazem exibições de vinte minutos no Pavilhão Atlântico, uma primeira prova do seu trabalho e do seu valor artístico.

A primeira marcha a actuar  e que não entra na competição foi a Marcha da Voz do Operário. Esta Marcha que tradicionalmente desfila traz os pequenos da Escola da Voz do Operário a uma exibição onde a alegria e a vontade de mostrar que sabem fazer bem feito são evidentes.
Bem coordenados, bem orientados os meninos da Voz do Operário melhoram de ano para ano e já executam coreografias algo complicadas.

Seguiu-se a Marcha do Bairro da Boavista, encenada por Rafael Rodrigues.
Os marchantes vestidos de forma pouco elegante apresentaram-se pouco à vontade com a coreografia que lhes destinaram. Um pouco trapalhões, misturando os passos ou não desenhando de forma correcta. Problema que se verificou com alguns deles.  


Entrou de seguida a Marcha da Bica. Esta marcha que já conquistou alguns primeiros lugares, é ensaiada por Américo Silva e Paulo Jesus.
Com roupa vistosa, bonita, e uma alegria e boa disposição evidentes, os marchantes da Bica apresentaram-se com uma coreografia bem desenhada e que eles executaram de forma muito satisfatória. Com ritmo, passos bem executados, a alegria comandou a exibição desta Marcha de um dos castiços bairros de Lisboa

Marvila e a sua Marcha entraram de seguida. Mostrou-se uma Marcha com potencial, bem ensaiada, com coreografia de valor e sobretudo dançada, com garra, com vontade.

Marvila saiu do pavilhão sob um grande aplauso dos muitos apoiantes que os vieram ver.

E chegou a Marcha de Alfama, vencedora de 2018. E Alfama desiludiu. A garra e a força que por norma imprimem a sua exibição não chegou ao Pavilhão Atlântico. Foi uma actuação morna, sem a força a que Alfama nos habituou. Teve um pormenor curioso. Depois de saírem de repente as meninas correm de novo a buscar as sandálias deixadas no espaço.

A Baixa foi a Marcha que se seguiu Foi uma muito má  Passos enganados, alguma desafinação, o cavalinho tocava para um lado, os marchantes cantavam para outro, As meninas que vinham com meias até ao joelho foram perdendo as meias durante a exibição.

Uma  Marcha que salvo melhor opinião não terá grande chance de ter uma boa classificação.

S. Vicente apresentou- se de forma correcta, sóbria, com uma exibição razoável. No entanto, tal como com a Marcha da Baixa, a mesma questão da desafinação também se colocou aos marchantes de S. Vicente.

E foi a Marcha da Graça que terminou este primeiro grupo.

Uma marcha de indumentária muito vistosa, com uma coreografia bem executada e sobretudo força e alegria na execução.

Amanhã serão mais sete marchas a presentarem-se perante um júri atento.

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