O director do Eros Porto e Barcelona afirmou: “somos uma Península de liberdade a nível sexual"

O director do Eros Porto e Barcelona afirmou: “somos uma Península de liberdade a nível sexual"
O Turismo.PT

Juli Simón, director do Salão Erótico do Porto - Eros Porto e Salau Erótico de Barcelona afirmou, em exclusivo a O Turismo.PT disse que tudo “começou em Lisboa, em 2005”.

 

Em entrevista exclusiva a O Turismo.PT, o responsável do erotismo em Barcelona e Porto, falou sobre os 12 anos portugueses e os destinos sexuais.

Simón explicou que Lisboa não estava a ser rentável “verificámos que fazia falta no Porto, porque são duas sociedades muito distintas”, e optaram por continuar apenas com o Porto.
Ao longo dos 12 anos “verificámos que a gente de Lisboa e do Algarve vem aqui, o que nos alegra muito”, frisou.
O responsável não descarta a possibilidade de regressar à capital, “como dizia James Bond ‘nunca digas nunca’”, salientando que “Lisboa é uma cidade que nos encanta por tudo. A gente, os monumentos, os eléctricos, o sobe e desce das ruas, os antiquários, é uma cidade ‘que nos vuelve locos’ (que nos põe loucos).

Este evento tem o nome Salão Erótico mas o que mais se vê é sexo. Há espaços mais recatados com erotismo sem dúvida, mas o que prevalece é sexo. Juli respondeu que “primeiro o erotismo é um termo global. Que não exclui o sexo”. Por esse motivo “quisemos um evento aberto a toda a sexualidade, dirigido a mentes abertas”. O dirigente acrescentou que “desde a literatura, os jogos, as brincadeiras a gastronomia erótica, chamar-lhe Feira do Sexo, não seria correcto”. Mas também não seria uma boa classificação ser “Feira de Pornografia”. Logo “pareceu-nos que erótico seria o melhor termo”.
Luli Simón é igualmente o director do mesmo tipo de evento, na sua cidade, Barcelona. O nome que lhe atribuiu foi “Salau Erótico de Barcelona”, logo o do Porto é uma tradução do original.

Para a organização do Eros Porto “este ano foi uma aposta forte e mudamos o modelo em relação aos anos anteriores”. Embora com algum receio “sobre legislação”, decidiram informar-se e depois “abrimos os espaços, sem reservas, porque achámos que a sociedade já está ‘madura’".
No anos anteriores os visitantes tinham de pagar para assistir aos espectáculos, mas este ano “abrimos tudo para que entre a liberdade”, ou seja só o de sexo ao vivo hétero é que tem o valor de quatro euros. Os restantes estão incluídos no bilhete de entrada.

Sem querer adiantar números, Juli afirmou que no “ano passado veio muita gente”, mas “penso que terão vindo mais, não sei se duas mil, mas creio que estão mais”.
O balanço, para a organização é positivo, pois “estamos contentes, porque abrimos as portas a tudo e parece que as pessoas saem satisfeitas”.
Como em tudo existem “críticas, mas que nos ajudam a avançar e a melhorar”. O director salientou que “as pessoas entram e vêem um espectáculo vivo, moderno e aberto”.
Sem desvalorizar, realçou “que os números são importantes, mas o que mais nos preocupa é a qualidade”.

Segundo Juli, “a Península Ibérica é muito sexual. Seja pela localização, seja pela comida, é uma Península Sexual”. Reforçou ao afirmar que “fomos invadidos, andámos por muito lado, trouxemos muitas coisas. Até a vizinhança de Marrocos tem influência”.
Simón afirmou que a Península Ibérica “talvez seja a zona mais sexual do mundo”. No entanto, “mais que Turismo Sexual gostamos da sexualidade”, sustentou.

O catalão, mencionou um mercado muito procurado por este segmento turístico “Ibiza que nos anos sessenta era uma ilha de liberdade, não de turismo sexual”. Mas “porque gostávamos de fazer o amor e não a guerra se assim se pode dizer”.

Simón vincou que “somos uma Península de liberdade a nível sexual, onde foi aprovado pela primeira vez o casamento dos homossexuais, muita legislação de protecção à mulher”. O catalão afirmou que está “orgulhoso de ser de uma península sexual, de liberdade”. Salientando que “Portugal também aqui está neste conceito”.

Juli afirmou que “o facto de os Prides atraírem homossexuais não significa que o turismo passe a ser sexual”. Por exemplo, "São Francisco é uma cidade linda, não uma cidade sexual”, frisou.

Uma das realidades apresentadas por Simón é que “em todos os festivais como em Pamplona, com San Fermin, ou o Rock in Rio, podemos praticar sexo”. No entanto “isso não significa que a cidade seja sexual ou o evento seja sexual”.


Mas para Juli Simón “na Tailândia, sim podes dizer isso, mas aqui [Península Ibérica] não me parece que o termo esteja correcto”. Explicando que “não me parece que as pessoas venham a Espanha ou a Portugal pelo sexo, vêm porque há praias, boa comida, sol, não porque há sexo”.

Para o director dos dois salões eróticos nada pode ser feito no Porto que já se tenha feito em Barcelona, porque “as pessoas e tudo o mais é diferente. Não se pode trazer para aqui elementos que valem em Barcelona pois não teriam efeito”.
Concluiu explicando que “só a área swing aqui é diferente, porque as pessoas interagem e estão mais libertas”, algo “que não esperava ver”.

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