Recuperação de Viagens: lucro e redução de perdas para 9.7 biliões de dólares

por: Zita Ferreira Braga
Recuperação de Viagens: lucro e redução de perdas para 9.7 biliões de dólares
Viagens

A International Air Transport Association (IATA), anunciou, no congresso realizado no Qatar, uma melhoria significativa na economia aérea depois da crise pandémica.


Desde a pandemia, as viagens voltaram a ser uma opção, e agora mais que nunca, toda a gente quer aproveitar. Isto significa que a crise da pandemia está a ser aligeirada, e as perdas dos passados anos estão finalmente a tornarem-se mais escassas.


As companhias aéreas são resilientes. As pessoas estão a voar em grande número. E o cargo está a desempenhar-se bem contra a incerteza de uma economia em crescimento. Perdas vão ser reduzidas para 9.7 biliões de dólares este ano e lucros estão nas perspectivas para 2023. É altura de optimismo, ainda que hajam desafios com custos, especialmente em combustíveis e em algumas persistentes restrições em mercados chave”, explicou Willie Walsh, Director Geral da IATA.

 


As receitas previstas, vêm em duas categorias. As receitas dos passageiros, esperados cerca de 498 biliões de dólares, mais do dobro do que em 2021. E receitas de mercadoria aérea, esperados 191 biliões de dólares, apesar de em 2021 este valor ter sido mais alto, em 2019 foi bastante inferior. Em despesas, as duas principais são, claro, o combustível e a mão de obra.

A guerra na Ucrânia, conta também como grande influência, não só pelo aumento do custo dos combustíveis, como também pelas menos operações realizadas nos Países da Ucrânia e da Rússia. Rotas têm de ser alteradas e o custo vai sendo acrescentado.

No resto do mundo: A América do Norte continua a mostrar lucros e a ser uma agressiva competidora. Na Europa, a Guerra continuará a perturbar a aviação. Na zona da Ásia-Pacifico, restrições estritas e duradoras parecem manter-se, especialmente na China. Na América Latina apesar dos lucros não serem favoráveis, desde 2021 que esta região teve uma boa recuperação. No Médio Oriente, a reabertura de rotas vai fornecer um bom impulso. E em Africa, as baixas taxas de vacinação continuam a prejudicar as viagens aéreas.

A redução das perdas resulta de um árduo trabalho para manter as despesas sob controlo, à medida que a indústria volta a ser o que era. A melhoria na parte financeira, vem de reduzir custos de 44% enquanto os lucros subiram 55%. À medida que a indústria volta aos seus níveis normais de produção e com os combustíveis a permanecerem caros durante algum tempo, a lucratividade vai depender do controlo de custos”, explicou Walsh.

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