Sustentabilidade, Digitalização e Inovação, os pilares para recuperar o Turismo

por: Tomás Ribeiro da Silva

Segundo dados da GWI (GlobalWebIndex), menos de menos de 49% dos consumidores afirmaram que irão aumentar as suas despesas com o Turismo.

As necessidades, preferências e exigências dos viajantes têm vindo a ser mudadas drasticamente em todos os mercados mundiais. Este cenário meio desconhecido faz com que as empresas de Turismo necessitem de uma capacidade de adaptação sem precedentes, sendo que a tecnologia através da automação de determinados procedimentos, é um ponto chave para a criação de estratégias digitais flexíveis que possam permitir continuar a oferecer experiências únicas e personalizadas aos utilizadores.

Hoje em dia é fácil adaptar estratégias digitais em tempo recorde. A inteligência artificial (IA), a focalização contextual, e a automatização tornam possível encurtar tempos, racionalizar processos e adaptar estratégias em tempo real, o que permite ser uma vantagem significativa e competitiva em temos de incerteza como os actuais.

As preferências mudaram, e por isso, hoje em dia os viajantes investem em produtos e experiências amigas do ambiente, onde a consideração por questões como o consumo de combustível e a redução do plástico é elevada. Sendo assim, 71% dos consumidores não se importam de pagar a mais pelo Turismo sustentável. Além disto os viajantes procuram cada vez mais experiências personalizadas. Os consumidores optam por um conceito de Turismo individualizado, procurando lugares novos e diferentes. Neste sentido, a extracção e avaliação de grandes quantidades de dados aproximam-nos das necessidades reais do cliente, permitindo às empresas oferecer um serviço à medida, que em primeiro lugar satisfaz acima de tudo as suas necessidades.

A tecnologia está cada vez mais a tornar-se numa via para oferecer experiências ricas, mas também atingir os potenciais consumidores de forma mais eficaz. As grandes ferramentas de tratamento de dados e a inteligência artificial (IA) recolhem vastas quantidades de informação relevante e actualizada, processam-na automaticamente e fornecem conhecimentos extremamente valiosos para que as marcas desenvolvam e optimizem estratégias.

Os clientes exigem cada vez mais uma navegação segura, com experiências enriquecedoras e qualidade na web aberta, e um estudo revelou que 75% do público utilizador da web dá prioridade à confiança e segurança dos conteúdos, e às recomendações publicadas na web aberta, do que as que são publicadas pelos próprios utilizadores nas redes sociais que só conseguem captar a preferência de 54% destes mesmos utilizadores. É verdade que as redes sociais podem ser um meio para conseguir-se concectar com o público-alvo graças ao seu alcance, mas por vezes paralelamente são vias pouco seguras para as marcas.

O pequeno controlo dentro das redes fechadas, fez com que as marcas mudassem para ambientes abertos que permitam maior segurança. Assim a publicidade é directa e uma ferramenta essencial para as empresas desenvolverem um diálogo sucinto e duradouro para as audiências.

A dinâmica e a maneira de interagir que as empresas escolhem através dos diferentes formatos, permite que haja um maior envolvimento e fornece os utilizadores com conteúdos alinhados aos seus interesses, resultando numa maior "taxa de cliques" a um custo inferior em comparação com os demais canais.

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