Luis Pedro Martins, na FITUR: "Estamos a criar produtos que permitam fixar turistas"

por: António Manuel Teixeira
Luis Pedro Martins, na FITUR: "Estamos a criar produtos que permitam fixar turistas"
O Turismo.PT

A segunda parte da entrevista com o Presidente da Turismo Porto e Norte (TPNP), aborda vários temas como por exemplo a sobrevalorização do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

Luís Pedro Martins, na Feira Internacional de Turismo (FITUR), falou-nos de como são trabalhadas as várias sub regiões da TPN, o volume de dormidas nas mesmas; a procura dos operadores para o períoda da Páscoa; o apoio às empresas, e outros assuntos que a Entidade Regional em conjunto com a Agência de Promoção estão a trabalhar para o desenvolvimento turístico da região.

 

O Turismo.PT- Tem duas zonas muito distintas e ambas muito difíceis de trabalhar que são o Minho e Trás-os-Montes, cada uma com o seu encanto. Qual é a forma que a Turismo Porto e Norte tem para promover estas duas regiões tão distintas e belas?

LPM -  Nós temos quatro sub destinos: Porto, Douro; Minho e Trás-os-Montes. Todos têm imenso potencial ao nível de Infra-estruturas.
No caso de Trás-os-Montes depende do concelho. Estamos a criar produtos que permitam fixar turistas. Estamos a apresentar razões para que os turistas possam percorrer o território e pernoitar nesses sub destinos. Para isso, é muito importante o tipo de produtos que estamos a estruturar, como, por exemplo, a rota dos vinhos e enoturismo que procurará levar turistas a conhecer os vinhos de Trás-os-Montes, os vinhos távora verosa, os vinhos verdes, os vinhos do Douro.
A marca da termas Porto e Norte também. Temos uma oferta muito grande. 47% da oferta nacional está, de facto, a Norte.

Temos outras rotas em preparação, temos a rota do azeite e da Oliveira que poderá ajudar muito Trás-os-Montes.
Temos também outros produtos que trabalhamos com Turismo de Portugal como o Turismo industrial, as fortalezas de fronteira, temos numa rota nossa parceira que é a Rota do Românico.
O que temos de fazer é cruzamento entre essas rotas. Isso é uma forma de ajudarmos a que o turista saia para fora da Área Metropolitana do Porto e percorra o território.
Também é preciso fazer divulgação que é algo feito com mais intensidade nos dias de hoje.
A esmagadora das nossas Fun Trips com operadores e das nossas Press Trips têm sido para o Douro, Trás-os-Montes e Minho.

O Porto beneficia de ter as portas de entrada na região e de ser um território com uma marca internacional brutal, por isso a marca ter o nome Porto e Norte porque o Porto tem uma capacidade de atracção muito forte.
Não chega o Porto querer contribuir, nós também temos de apresentar razões para que os turistas saiam da visita ao Porto para percorrer o território, para isso há que resolver questões de mobilidade e aqui a questão da linha do Douro é muito importante.
Poderíamos ter já a apresentar ao mundo, espero que seja uma realidade em breve. O ministro já manifestou esse interesse. Todos estamos de acordo com isso e em seguida promover o Turismo Religioso no Minho.

O Turismo.PTO que vos diz a CP sobre a linha?

LPM – O caso está mais com as Infra-estruturas de Portugal. Neste momento está a ser feito o estudo que está a ser acompanhado pela comissão de coordenação. O Porto e Norte foi uma das instituições convidada para fazer parte da comissão. Julgo que daqui a uns meses esse levantamento esteja feito por parte das infra-estruturas de Portugal. A linha será até Barca d’Alva e que possa contribuir para a sustentabilidade ambiental ou seja electrificada.

O Turismo.PT- O aeroporto Francisco Sá Carneiro está sub valorizado?

LPM – O aeroporto julgo que sim. Este recebeu em 2019 13 milhões de movimentos-passageiros. Com algumas obras no local pode receber até 40 milhões de passageiros. Felizmente está a ter procura por companhias que são muito importantes. Algumas já estão a regressar e neste momento vamos reforçar.

Em relação à TAP, devemos parar com esta discussão de sim ou não. Ela é importante para o país. O novo aeroporto em Lisboa é muito importante para o país. No entanto temos de perceber como é que outras regiões vão ter os mesmos benefícios e uma das ideias que temos dado é podermos ser financiados para a nossa promoção externa para desenvolvermos trabalhos com outras companhias. Temos de olhar para o mundo sem dramas e de forma desapaixonada.

A verdadeira discussão é assentar a importância de haver um aeroporto novo na cidade de Lisboa e depois arranjar forma que as outras regiões possam também traçar os seus próprios caminhos…é fácil dialogar com as companhias, é fácil identificar as rotas e de certa forma é prosseguir o caminho que muitos ambicionam que é de começar a regionalizar e a passar competências para as regiões.
Temos um excelente relacionamento com o Turismo de Portugal, Com a Secretaria de Estado do Turismo, mas as regiões podem dar uma ajuda muito mais forte até pela forma capilar como estão distribuídas pelo território e que se viu ser importante nestes difíceis dois anos.

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