"Todos sabemos que os turistas querem experiências e não viagens"

"Todos sabemos que os turistas querem experiências e não viagens"
Portugal Green Travel

Tudo começou em 2019, com a criação "de uma forma bastante natural", da Portugal Green Travel, e assume-se "como Travel Experience Especialist", trabalhando nas áreas Tour Operação e consultodoria.

No seu terceiro ano de vida fomos falar com um dos membros desta starup, que explica como tudo nasceu, de que forma, o que fazem, como fazem, onde fazem e quem são os princupais mercados com que trabalham.

 

* Como surgiu a ideia de criar a Portugal Green Travel? Quem foram os seus criadores?

A Portugal Green Travel surgiu de uma forma bastante natural, como aliás achamos que as melhores ideias surgem! A DNA Travel & Events, na altura detida pelo João Ramos, já era fornecedora de um Operador Turístico que era participado pelo Hugo Teixeira Francisco e onde a Ana Moita Francisco era Directora de Consultoria. A determinada altura percebemos que queríamos fazer mais e decidimos juntar todas as nossas forças e toda a nossa criatividade para criar um Operador Turístico especializado em produtos e serviços sustentáveis, que realmente fizesse a diferença e que apresentasse ao mercado produtos verdadeiramente inovadores. E assim nasce, em Novembro de 2018, no programa de ideação NEWTON, realizado no Instituto Pedro Nunes, a ideia do que viria a ser a Portugal Green Travel. A Portugal Green Travel foi oficialmente constituída em Janeiro de 2019, porque já tínhamos clientes e tínhamos que emitir facturas. Pensamos que esta é a melhor maneira de constituir uma empresa! (risos)

 

* São especializados em Operação Turística e Consultadoria, mas em breve vão ter também ter Especialistas em Viagens. Como abordam cada uma das áreas?

Nós na verdade sempre nos apresentamos como “Travel Experience Specialist”, que é uma definição muito comum internacionalmente para as Destination Management Companies (DMC), que é exatamente o que nós somos. A nossa ideia sempre foi criar e estruturar produtos turísticos inovadores e diferenciadores, assentes em produtos endógenos, com uma forte incidência em territórios de interior, menos turísticos e logo, mais autênticos.

Fizemos recentemente um rebranding, actualizando a nossa imagem, reflectindo as nossas novas áreas de actividade e versando na nossa nova estratégia e desafio, que é impulsionar a digitalização da oferta turística em Portugal. Não perdemos claro a nossa génese de operador, que acaba por ser a nossa grande mais-valia, nós não somos uma empresa de consultoria que tenta vender produto, nós somos um operador turístico que também faz consultoria.

 

* Que tipo de clientes vos procuram? Quando chegam até vós, já sabem o que querem ou esperam ver as vossas ofertas?

Os nossos clientes de tour operação (TO) e de consultoria são muito diferentes. Vamos nos focar nos primeiros. Os nossos clientes de TO são maioritariamente business to business (B2), sendo que por vezes nos aparecem clientes directos, principalmente desde de que lançamos a Foge Comigo por Portugal, que faz agora 1 ano que ganhamos o Tourism Explorers com esta ideia de negócio. No entanto, 95% dos nossos clientes de TO são B2B internacionais principalmente mercado norte americano, inglês, Países Baixos, Australiano.

O nosso principal canal de obtenção de clientes é o digital, através das nossas redes sociais e site, estratégias no Google (SEO e SEA) e presença institucional em feiras internacionais, e através de comunicação e lobby juntos de várias Destination Management Organizations (DMO). Nós sabemos que a palavra “lobby” tem uma conotação algo negativa em Portugal, mas na verdade Portugal vive dos mercados externos, e nesses mercados não há este tipo de preconceitos. Temos que pensar em como é que nos vão comprar e não como nós queremos vender.

 

* De que forma trabalham as “experiências únicas”? Que exemplos nos podes dar das mesmas? Quem é o alvo deste produto?

Esse é o nosso grande trunfo, que achamos que faz a diferença na nossa estratégia. Todos nós sabemos que as os turistas querem comprar experiências e não viagens. Os “tours tradicionais” de “contemplação” foram substituídos pelas “experiências imersivas” onde os visitantes fazem parte da acção e sempre que viajam são desafiados a fazer coisas novas! Não basta comer o pão, os visitantes querem fazer o pão, perceber de onde vem o cereal, visitar o moinho, falar com o moleiro, amassar a massa, acender o forno e depois, e só depois, comer o pão. Um exemplo? Temos vários programas na Serra da Lousã, nas Aldeias do Xisto, onde trabalhamos activamente com vários parceiros locais. Quando visitamos o Castelo da Lousã, do qual temos sempre a chave disponibilidade graças a uma excelente relação o Município, trabalhamos com actores de um grupo de teatro local para reencarnar as personagens da lenda do Castelo. Em vez de ouvirem falar sobre a história do Rei Arunce a da sua filha Princesa Peralta, podem ouvir na primeira pessoa a história contada em viva-voz. Nós queremos que os visitantes passem a fazer parte da história.

 

* Sendo o “céu o limite”, o que já conquistaram e até onde pretendem ir? Existe a possibilidade de trabalharem outros destinos para além de Portugal?

Risadas!! Bem, já nos desafiaram várias vezes! Mas para já não! Temos planos de fazer crescer o nosso grupo de empresas e a nossa equipa, de forma a dar resposta a novos desafios que vamos abraçar em 2022. No entanto para já avançar com a “qualquer coisa” Green Travel não está nos nossos planos. 

O nosso plano para 2022 é aumentar a nossa base de clientes e a nossa equipa interna. Temos vários projectos para lançar em 2022 e até uma nova marca para o mercado internacional e temos o objetivo de aumentar a nossa facturação até 2024 para um milhão de euros.

RIU Hotels & Resorts

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