A pandemia permitiu uma "qualidade ambiental como há décadas não era possível"

A Zero considerou que a paragem económica causada pela pandemia "permitiu vivenciar uma qualidade ambiental como há décadas não era possível", alertando "o agravar das desigualdades sociais" decorrente da crise.

Segundo a organização presidida por Francisco Ferreira, entre os factos mais positivos de 2020 esteve "a experiência resultante da paragem da economia mundial, que permitiu vivenciar uma qualidade ambiental como há décadas não era possível".

 

No entanto, entre os cinco factos negativos, os ambientalistas apontam que a pandemia de covid-19 veio "agravar das desigualdades sociais entre países e dentro de cada país".

Entre os factos negativos, a associação Zero apontou ainda "o conflito entre a intenção de mineração em Portugal, sob um quadro legal pouco transparente e sem diálogo com os cidadãos e instituições, e sem uma avaliação ambiental estratégica nacional, que é fundamental para uma exploração sustentável".

 

Outros dos cinco factos negativos foram a "cedência do Governo à pressão das grandes marcas e dos retalhistas para deixar nas suas mãos a definição da reutilização de embalagens em Portugal" e ainda a "decisão de avançar com o novo aeroporto de Lisboa e o reiterar da intenção de manter a sua construção, mesmo após os efeitos brutais da economia no sector da aviação e do turismo".

A associação ambientalista considera ainda que os "planos de gestão das Zonas Especiais de Conservação", que estiveram em consulta pública, apresentaram "graves insuficiências que decorrem da ausência de conhecimento dos valores naturais protegidos".

 

Nos pontos positivos, além da paragem da economia mundial decorrente da pandemia, a Zero apontou ainda o "aumento muito significativo da procura de bicicletas no seguimento da disponibilização de incentivos a soluções de mobilidade suave por parte de algumas autarquias".

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