OMT: O turismo é dos sectores mais afectados pela covid19

OMT: O turismo é dos sectores mais afectados pela covid19
Divulgação

O barómetro da Organização Mundial de Turismo (OMT) conclui que o Turismo é dos sectores mais afectados pela COVID19 apresentando quedas históricas.


As perdas da indústria este ano já atingiram o triplo das verificadas na última crise financeira global, em 2009. "Estes dados evidenciam a importância de recomeçar o turismo seguro tão cedo quanto possível", afirma Zurab Pololikashvili, secretário-geral da OMT.

 

O barómetro da agência das Nações Unidas para o sector, mostra o "enorme impacto" da pandemia nas viagens internacionais, que, até Maio, atingiu o triplo do custo nesta indústria “que se verificou em 2009, fruto da crise financeira global”.

 

Os dados mostram uma queda, em Maio, de 98% no número de turistas internacionais quando comparado com o mesmo período de 2019.
Por outro lado a entrada de turistas internacionais caiu 56% desde Janeiro a Maio, o que representa menos 300 milhões de turistas e 273 mil milhões de euros em perdas na receita turística global, três vezes mais o verificado em 2009

"Os números evidenciam a importância de recomeçar o turismo seguro tão cedo quanto possível", afirma Zurab Pololikashvili, secretário-geral da agência. "A queda dramática do turismo internacional coloca em perigo a subsistência de milhões de vidas, incluindo em países em desenvolvimento. Os governos em todas as regiões do mundo têm uma dupla responsabilidade: priorizar a saúde pública, enquanto protegem trabalhos e empresas", acrescentou o Secretário Geral.

Apesar dos indicadores apontarem para uma ligeira alteração nesta tendência, especialmente no hemisfério norte incidindo na União Europeia e na reabertura do espaço Schengen, o Índice de Confiança da Organização está em níveis historicamente baixos.

A expectativa generalizada do painel é que o sector retome na segunda metade do próximo ano, com menos especialistas a acreditar numa retoma já no início de 2021.

"[Os governos] devem manter o espírito de cooperação e solidariedade que tem definido a nossa resposta a este desafio colectivo, abstendo-se de tomar decisões unilaterais que poderão minar a confiança que temos vindo a trabalhar tão arduamente para construir", lembrou Pololikashvili.

Os especialistas consultados neste barómetro indicam vários riscos à retoma, como as restrições a viagens ainda em vigor em vários países, mercados emissores como os EUA ou a China entrarem em estagnação ou o ressurgimento de vagas de infecção pelo vírus, que forçariam novos confinamentos.


Portugal é uma das economias mundiais mais dependentes do turismo, com a estimativa de um contributo de 14,6% para o PIB registado em 2018, segundo dados do INE.

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