Salazar morreu há 47 anos

António de Oliveira Salazar, nascido a 28 de Abril de 1889, governou o país, com mão de ferro de 1933 a 1968, data em que foi afastado, morreu há 47 anos.

 

Oriundo de uma família humilde de pequenos proprietários agrícolas, o seu percurso no Estado português teve o seu início quando foi escolhido pelos militares portugueses para chefiar o Ministério das Finanças logo após a revolução do 28 de Maio de 1926.
Depois de um interregno de dois anos voltou ao mesmo ministério seguindo na governação do país.

Foi o governante que mais tempo esteve em funções até 1968, data em que a queda de uma cadeira, obrigou à sua destituição e substituição por Marcelo Caetano, Portugal atravessou períodos complicados nomeadamente uma Guerra Colonial que destruiu jovens, famílias e o erário publico.

Os autoritarismos e nacionalismos que surgiam na Europa foram uma fonte de inspiração para Salazar em duas frentes complementares: a da propaganda e a da repressão.
Com a criação da Censura, da organização de tempos livres dos trabalhadores FNAT e da Mocidade Portuguesa, o Estado Novo procurava assegurar a doutrinação de largas massas da população portuguesa ao estilo do fascismo, enquanto que a sua polícia política (PVDE, posteriormente PIDE e mais tarde ainda DGS), em conjunto com a Legião Portuguesa, combatiam os opositores do regime que, eram julgados em tribunais especiais (Tribunais Militares Especiais e, posteriormente, Tribunais Plenários).

Inspirado no fascismo e apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou-se para um corporativismo de Estado, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e suas colónias, que tiveram grandes impactos positivos e negativos durante todo o período em que exerceu funções.
Esta ideologia foi quebrada em 1974, com o 25 de Abril levado a cabo por militares mas ao qual todo o povo se juntou.

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