André Carrilho recebeu o Grande Prémio do World Press Cartoon, em Cascais

O português André Carrilho venceu hoje o Grande Prémio do World Press Cartoon (WPC) 2015, com uma imagem sobre o vírus ébola.

A obra do cartoonista, publicado no jornal Diário de Notícias a 10 de Agosto de 2014, chama para a atenção diferenciada com que a Comunicação Social trata a epidemia de ébola em África e os casos de contágio que chegaram à Europa e aos Estados Unidos.

A concurso estiveram 406 obras, de mais de 200 autores de todo o mundo que apresentaram os seus trabalhos em três categorias distintas: Cartoon Editorial, Caricatura e Gag Cartoon, existindo igualmente menções honrosas para cada categoria. O mais desejado dos prémios WCP é, claro, o Grande Prémio.

Dos 406 cartoons a concurso, o júri selecionou 230 dos quais a apenas 10 será atribuído Prémio e a 15 atribuído Menção Honrosa. Estes 230 serão publicados no Catálogo World Press Cartoon 2015 e a partir deles foram selecionados 50 que constituem a exposição TOP 50.

O juri justificou o prémio referindo que o desenho de André Carrilho "não expõe apenas o problema de uma doença devastadora, mas sobretudo denuncia a dualidade de critérios da imprensa europeia e norte-americana perante a origem das vítimas".

Na categoria de "Caricatura", o vencedor foi o brasileiro Cau Gomez por um retrato caricaturado o Papa Francisco a "venerar" a estrela futobolistica argentina Leonel Messi, enquanto o segundo prémio coube a Dalcio (Brasil) que retratou o músico David Bowie, e o terceiro prémio foi para Riber (Francês).

No "Desenho de Humor", o primeiro prémio foi atribuído ao grego Michael Kountouris, um veterano que já foi Grande Prémio WPC em 2013, com um cartoon alusivo à crise grega.

Na categoria "Editorial", que deu a vitória ao português André Carrilho, no segundo lugar ficou o búlgaro Tchavdar e, em terceiro, o ucraniano Cost. A portuguesa Cristina Sampaio também abordou a epidemia de ébola e isso valeu-lhe uma menção honrosa (Desenho Editorial).

Foi também inaugurada a exposição com as 50 melhores obras que estiveram a concurso, eleitas pelo juri. Estará patente até 27 de Setembro no Centro Cultural de Cascais, com entrada livre.

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