Passado e presente encontram-se, ao domingo, em Cacela Velha

por: Maria de Carvalho
Passado e presente encontram-se, ao domingo, em Cacela Velha

Em Cacela Velha, no Verão, a memória e o presente juntam-se para a partilha da Ria Formosa. Conversas ao cair da tarde, aos domingos com o areal da península a enquadrar os azuis da paisagem da Ria Formosa.

Os poemas de Ibn Darraj al-Quastalli, nascido em Cacela por meados do século X, chegaram até nós em castelos de açucena que “as mãos da Primavera edificaram”, ou no voo de um pato “ a quem tivessem emprestado as asas da aurora”.

Cacela Velha fica situada no extremo este do Parque Natural de Ria Formosa, ponto onde acaba a ria, no meio das dunas, a caminho da praia de Manta Rota.
A aldeia, que se ergue no cimo de um morro, com vista sobre a costa, conserva as suas características tradicionais, não foi muito afectada pelo turismo.
Povoação de origens muito antigas, caracteriza-se pela típica arquitectura popular, de casas brancas, com portas e janelas emolduradas a azul.
O núcleo histórico está classificado como Imóvel de Interesse Público. Junto à fortaleza encontra-se um miradouro que oferece um panorama deslumbrante sobre a ria e o mar.

A Ria Formosa é uma das mais bonitas riquezas naturais do Algarve, tanto pela variedade dos seus ecossistemas como pela sua singular localização.
Este incrível paraíso natural estende-se ao longo de 60 km, desde a zona do Ancão, que pertence ao concelho de Loulé, até à da Manta Rota, no concelho de Vila Real de Santo António, e funciona como abrigo para aves migratórias e espécies muito raras.
Apesar de haver actividade humana no parque, a mesma não altera o equilíbrio do ecossistema, uma vez que tudo é feito de acordo com os métodos tradicionais.  
E é neste espaço lindo e azul que se ouvem Palavras sobre a Ria, lembrando versos antigos que cruzam memória e presente numa rede que lembra os arabescos de então. Ao fim da tarde de domingo nas conversas no areal ouvem-se poemas e lembram-se vozes de antão enquadradas no azul brilhante da Ria Formosa.

Os poemas de Ibn Darraj al-Quastalli, nascido em Cacela por meados do século X, chegaram até nós em Castelos de açucena que “as mãos da Primavera edificaram”, ou no voo de um pato “ a quem tivessem emprestado as asas da aurora” e servem, a 26 de Julho, de ponto de partida para mais uma conversa com António Baeta.

Palavras sobre a Ria
Rumores poéticos do al-Andalus por António Baeta
26 de Julho
19:00h em Cacela Velha (entre a fortaleza e a igreja. 

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