Vem aí o Museu e a Casa do Autor

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Vem aí o Museu e a Casa do AutorA Sociedade Portuguesa de Autores retoma uma velha ideia: a diponibilização pública do seu espólio coma  criação de um Museu, em Lisboa, e a edificação de uma Casa do Autor, análoga à Casa do Artista que funciona em Carnide (Lisboa).

Um Museu e uma Casa do Autor, semelhante à Casa do Artista, são metas que a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) pretende concretizar até ao final deste mandato, segundo notícia da Lusa que cita o administrador-delegado José Jorge Letria.
Disponibilizar ao público o acervo extraordinário de que a SPA dispõe nas várias áreas de criação artística é, segundo Letria, o objectivo da criação do Museu, para o qual a actual direcção tem vindo, desde 2003, a dialogar com várias autarquias da Área Metropolitana de Lisboa. A ideia inicial era juntar no mesmo edifício o Museu e a Casa do Autor mas a direcção entende que o Museu pode ser autónomo e deve ficar em Lisboa, acrescentou.
A direcção da SPA apresentou a ideia ao vice-presidente da autarquia lisboeta, com conhecimento do presidente, e informou que "via com bons olhos" a instalação do Museu num edifício do património municipal, observou José Jorge Letria, que é também vice-presidente da SPA com funções executivas. O vice-presidente da autarquia de Lisboa aceitou bem a ideia mas não fez qualquer promessa uma vez que é ano de eleições autárquicas, acrescentou.
"Uma biblioteca com mais de 40.000 volumes de teatro, indiscutivelmente a melhor biblioteca de teatro do país, a guitarra de concerto e de gravação de Carlos Paredes, feita por Gilberto Grácio em 1963 e que o guitarrista doou à SPA, originais de obras, muitos dos quais manuscritos pelos autores que tinham de deixá-las em depósito na SPA quando ainda não existia a fotocópia" foram exemplos citados por José Jorge Letria como parte do acervo que a SPA pretende reunir num espaço museológico, à semelhança do que acontece noutros países europeus.
A carta manuscrita por Amália Rodrigues na qual a fadista e poetisa pedia à direcção da SPA para ser cooperadora do organismo e a vasta colecção de artes plásticas que dispõe a cooperativa foram outros exemplos citados por José Jorge Letria.
"Somos depositários de um vasto e riquíssimo acervo documental e de memória que percorre as mais variadas expressões artísticas - dança, teatro, literatura, escultura, pintura - ao longo de quase todo o século XX, já que a SPA data da década de 1920", enfatizou.
Relativamente à Casa do Autor, e apesar de ainda não haver qualquer local certo para a localização, com "várias hipóteses em estudo", a câmara de Santarém é "aquela com quem as negociações estão mais avançadas, o que não é de estranhar uma vez que o presidente da autarquia é ele próprio autor", sublinhou o administrador-delegado da SPA.

(ES)

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