"Random" no Centro Cultural Olga Cadaval

por: Zita Ferreira Braga
Random" de Rui Lopes Graça será dançado dia 30 no Centro Cultural Olga Cadaval pela Companhia Nacional de Bailado, por ocasião do Dia Mundial da Dança.

Centro Cultural Olga Cadaval, dia 30, pelas 22:00h 

O projecto "Random" nasceu da colaboração entre duas estruturas - Objecto Ansioso e Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo.
Trata-se de um espectáculo para cinco intérpretes, com aproximadamente uma hora de duração, "cujo propósito é especular sobre uma experiência limite como é a morte", explica o coreógrafo que, nos anos 80 foi Solista da CNB.

Nas palavras de Rui Lopes Graça, esta coreografia "é um exercicio em torno desse momento último ou de qualquer momento que antecede o encontro com um limite.
"Random" é um espectáculo em que a pulsão que emana dos corpos dos bailarinos contrasta com a inércia dos objectos que por vezes habitam o palco".
Musicalmente, a peça é sustentada por um cruzamento de sonoridades que vão desde o ambiente soturno e dos ritmos sincopados que distinguem o dubstep,á electrónica minimal e experimental, á música ambiente e acústica com raízes no folk, como também á música clássica.

"Este ambiente sonoro, de alguma forma, impõe a esta obra secções ou momentos marcadamente distintos entre si, noutros, dilui-se de forma etérea na atmosfera criada", explica o coreógrafo, que define "Random" como "uma obra tensa, obscura e emocional". 
 
Morreu-me um amigo... Quem de alguma forma encontra uma situação limite, é comum relatar que num curto espaço de tempo, imagens que podem abarcar toda a sua vida passam como um flash diante dos seus olhos.

Random é uma especulação acerca desse momento último ou de qualquer momento que antecede o encontro com um limite.
Momentos soltos, desconexos e sem narrativa. Apenas imagens depositadas num espaço de memória que se recria. Imagens que se precipitam de forma aleatória.

Recorrentemente as pessoas, pessoas com os seus afectos e contradições. Pessoas, porque nelas se pode encontrar o espelho da mudança.
Random é um obra tensa, obscura e emocional.

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