"Ary dos Santos, A Força da Poesia", em exposição na SPA

por: Zita Ferreira Braga

Para assinalar a passagem do 25º aniversário da morte de José Carlos Ary dos Santos a Sociedade Portuguesa de Autores promove na Galeria Carlos Paredes, em Lisboa, até 18 de Maio a exposição "Ary dos Santos-A Força da Poesia".

Constituída por cerca de três dezenas de painéis, onde podem ver-se fotografias, textos e outros documentos, e por vitrinas com objectos relacionados com a vida do poeta, esta exposição é a maior até hoje feita sobre o autor de "As Portas Que Abril Abriu".

Coordenada pelo artista plástico Fernando Filipe, a exposição "Ary dos Santos-a Força da Poesia", baseia-se na fotobiografia de Alberto Benfeita, publicitário e amigo de José Carlos Ary dos Santos.

Os painéis que integram esta mostra destacam a actividade Ary dos Santos como poeta, publicitário, autor de poemas cantados, declamador, criador de textos de revista, cidadão politicamente comprometido e personalidade com grande destaque social, antes e depois do 25 de Abril.

Recorde-se que José Carlos Ary dos Santos, foi cooperador da SPA e que os seus restos mortais estiveram em câmara ardente no Auditório Frederico de Freitas, de onde saíram para o Cemitério do Alto de São João.

Na entrada do edifício da cooperativa na Rua Gonçalves Crespo encontra-se exposto um busto do poeta da autoria do escultor Francisco Simões.

José Carlos Ary dos Santos nasceu em Lisboa a 7 de Dezembro de 1937 e celebrizou-se como poeta.

Oriundo de uma família da alta burguesia, José Carlos Ary dos Santos, conhecido no meio social e literário por Ary dos Santos, vê publicados aos 14 anos, através de familiares, alguns dos seus poemas, considerados maus pelo autor.
No entanto, Ary dos Santos revelaria verdadeiramente as suas qualidades poéticas em 1954, com dezasseis anos de idade.
É nessa altura que vê os seus poemas serem seleccionados para a Antologia do Prémio Almeida Garrett.

Nessa altura Ary dos Santos abandona a casa da família, exercendo as mais variadas actividades para se sustentar, tais como venda de máquinas para pastilhas até à publicidade. 
Paralelamente, o poeta não cessa jamais de escrever e em 1963 dar-se-ia a sua estreia efectiva com a publicação do livro de poemas A Liturgia do Sangue.
Em 1969 inicia-se na actividade política ao filiar-se no PCP, participando de forma activa nas sessões de poesia do então intitulado "canto livre perseguido".

Ary dos Santos morreu a 18 de Janeiro de 1984, na sua casa, na rua da Saudade, em Lisboa, quando preparava um livro autobiográfico intitulado «Estrada da Luz-Rua da Saudade» e a edição de dois livros de versos, “Trinta e Cinco Sonetos” e as “Palavras das Cantigas”.

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