Balsemão anuncia venda da IPlay por... um euro

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Balsemão anuncia venda da IPlay por... um euro

A cerca de 48 horas de serem conhecidos os resultados da Impresa para 2008, o grupo de Francisco Pinto Balsemão anunciou a alienação da iPlay, antiga Som Livre, pelo valor de um euro, noticiou a revista Meios e Publicidade.

No pacote comprado por este valor, pela Fantasy Day e pela Lemon, está a iPlay Som e Imagem e a sua subsidiária para a gestão de direitos autorais, empresas do universo SIC pelas quais, em Outubro de 2006, a Impresa tinha pago dois milhões de euros após negociações com a Globo Overseas Investments e João Alfredo de Araújo para a compra de 90% do capital. Na época o negócio surgia na sequência da criação de uma nova área de negócio na estação de Carnaxide (a SIC Música), inserida no contexto do reforço da componente multimédia da holding.

Pouco mais de dois anos depois a SIC aliena esta área de negócio por um euro, valor que, contactada pelo M&P fonte oficial do grupo não quis comentar, tal como não adianta os contornos desta venda. O acordo agora fechado com a Fantasy e a Lemon passa também pela entrega em exclusivo, pelo período de quatro anos, do licenciamento dos “produtos fonográficos e ou videográficos sobre os quais a SIC tenha direitos ou sejam por si licenciados”, informa o grupo em comunicado enviado à CMVM. Esta área de negócios não é discriminada no último relatório e contas do grupo.

A venda da iPlay representa a alienação de mais uma área de negócio da estação de Carnaxide, desde o final do ano passado em processo de reestruturação com vista à melhoria dos resultados da empresa que até Setembro passado, de acordo com o último relatório e contas, se fixou nos 10,7 milhões de euros, valor que representa uma quebra de 42,6% face a igual período de 2007. Após ter iniciado um convite à rescisão, que se saldou na saída de cerca de 50 colaboradores, Luís Marques, actual director-geral da SIC, deu arranque a um processo de reorganização da estrutura, que resultou em Fevereiro numa nova organização interna visando tornar a SIC “mais concentrada, simples e focada na actividade que é fazer televisão”. Na época, em declarações ao M&P, o homem forte da estação admitia que a reestruturação iria ter continuidade, podendo levar à fusão ou desaparecimento de algumas das empresas que actualmente fazem parte do universo SIC. “Estamos a reavaliar todas as áreas de negócio. Não é impossível que isso resulte da reavaliação de negócios onde estamos presentes”, diz. SIC Indoor e Adtech foram áreas já descontinuadas.

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