"A Flauta Mágica" em português, no S.Carlos

por: Zita Ferreira Braga

Especialmente direccionada para um público mais jovem e agora cantada em português, a genial A Flauta Mágica, obra-prima de Mozart, volta a subir ao palco do São Carlos.

Numa versão de sessenta minutos, Eike Ecker assina a encenação deste espectáculo, para maiores de 4 anos, que conta com direcção musical de Julia Jones e participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do Teatro Nacional de São Carlos.

 A Flauta Mágica de Mozart é tão cativante quanto complexa podendo ser comparada a um conto de fadas, com uma flauta e campainhas mágicas, animais e casais românticos.

É conhecida pelas suas melodias, sendo as mais famosas árias da Rainha da Noite, com os seus furiosos fás agudos.
Nesta produção da Ópera de Colónia, Kerstin Faber assina a cenografia e os figurinos enquanto o desenho de luz é da responsabilidade de Wolfgang Schünemann.

O elenco é constituído essencialmente por jovens cantores. Mário João Alves será Tamino, Sara Braga Simões canta o papel de Pamina, Jorge Martins é Papageno e Raquel Alão a Rainha da Noite.

A Flauta Mágica tem espectáculos para escolas nos dias: 11 e 17 de Fevereiro, 22 de Abril e 4 e 8 de Junho às 15:00h e 23 de Abril às 11:30h.
As “matinées família” desta produção estão reservadas para os dias 15 e 21 de Fevereiro às 16:00h.

O preço dos bilhetes é de 10 € para adultos
5 € para crianças e jovens até aos 18 anos.

Reservas:
Tel: +351 21 325  3057   
www.saocarlos.pt

Dias e horários:

Para Escolas: 11, 17 Fevereiro, 22 de Abril, 4 e 8 de Junho às 15:00h
23 de Abril, às 11:30h
Matinées Família: 15 e 21 de Fevereiro às 16:00h

Direcção Musical: Julia Jones (11, 15, 17, 21 de Fevereiro)
Encenação: Eike Ecker
Cenografia e Figurinos: Kerstin Faber
Desenho de Luz: Wolfgang Schünemann

Com a participação de:

Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos

INTÉRPRETES

Tamino - Mário João Alves
Pamina - Sara Braga Simões
Papageno - Jorge Martins
Papagena/Primeira Dama/1º menino - Sónia Grané
Sarastro – Luís Rodrigues
Rainha da Noite – Raquel Alão
Segunda Dama / 2.º Menino – Carla Simões
Terceira Dama / 3.º Menino – Susana Teixeira
Monostatos - Fernando Guimarães

Produção: Ópera de Colónia

Espectáculo com a duração aproximada de 60 minutos e cantada em português. 

Quem foi Mozart?  

Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu em Salzsburg em 1756 e foi um fenómeno durante toda sua vida.

Aos três anos já conseguia tirar melodias do cravo, e chorava quando alguém tocava alto demais ou de forma muito dissonante.

Aos quatro anos já tocava violino e cravo de forma tão exímia que mais parecia uma criança com o triplo da idade e com muito mais tempo de estudo.

Aos cinco anos Mozart já compunha minuetos e outras peças pequenas, porém, todo este poder critativo e musical não era visto por seu pai apenas com alegria, mas também com muito medo e alarme.

O pai de Mozart não tinha a menor idéia de como e o que mais poderia ensinar ao filho, pois este não gastava mais do que 30 minutos para solucionar os problemas mais complexos que o pai lhe apresentava.

Vaidoso, o pai de Mozart estremecia diante de tal genialidade, porém, não deixou de tirar dela todo o partido que pode.

"Aproveitou" todo o poder criativo de pequeno Mozart para fazer uma pequena fortuna. Levava-o para as casas aristocráticas e principescas e fazia-o executar alguns jogos musicais. O que fez com que Mozart passasse a maior parte de sua infância e adolescência viajando.

Mesmo tendo uma vida totalmente movimentada, aos 12 anos Mozart já era um compositor de altíssima qualidade, mas os seus "métodos" de composição,  eram um tanto ou quanto diferentes.

Porque andava sempre em viagem Mozart foi obrigado a criar uma forma de compor muito própria: primeiro  criava a música em sua cabeça, até aos ínfimos detalhes, enquanto fazia outras coisas como jogar bilhar, ensinar piano, etc. 
Logo que tinha a oportunidade de sentar-se em frente a uma partitura em branco, escrevia a música que memorizara com tal fervor e rapidez que era impossivel não ficar impressionado com tamanha capacidade criadora.

Escrevia a música como se estivesse apenas a copiar uma partitura que já sabia de cor.

Esta infância atribulada teve uma forte influência sobre sua personalidade. Era alegre, encantador mas conseguir uma amizade duradoura foi algo sempre dificil na dua vida. A estabilidade não se coadunava com o seu carácter.

Mozart levou esta maneira leviana de viver até á sua idade adulta, pois mesmo casado e pai de família, mudava-se continuamente (chegou a mudar-se 9 vezes em um ano), era absolutamente incapaz de controlar a sua vida financeira. Foi  orientado pelo pai até os 30 anos altura em que este veio a falecer.
Casado com Constanza, a qual era tão imprudente com relação ao dinheiro quanto o próprio Mozart, passou a viver atolado em dívidas e sob condições de extrema pobreza.

Nos últimos anos de sua vida, apesar de terem sido extremamente ricos no que se refere a criação musical, sofreu muitíssimo com a falta de recursos.

Entre as obras de Mozart estão 41 sinfonias; 27 concertos para piano; cinco concertos para violino; quatro concertos para trompas; um concerto para flauta; um para oboé; um para clarinete; um para fagote; uma sinfonia concertante para violino, viola e orquestra; sinfonia concertante para quatro instrumentos de sopro e orquestra; um concerto para dois pianos; um concerto para três pianos; um concerto para flauta e harpa; concertone para dois violinos; 17 divertimentos, treze serenatas, mais de cem minuetos, gavotas, marchas e outras peças para dança, freqüentemente agrupadas em conjuntos de seis.

A maior parte das sinfonias escritas por Mozart foi composta como música de entretenimento, um contraponto alegre aos divertimentos e serenatas.

Mozart compôs o primeiro concerto aos 11 anos de idade e o útlimo em 1791, ano de sua morte.

Mozart, um dos maiores génios da música de todos os tempos, morreu a 5 de dezembro de 1791.

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