Município de Chaves acolhe Fundação Nadir Afonso

Dia 16 de Janeiro, será apresentado, pelas 21:30h, na Biblioteca Municipal de Chaves, o projecto de arquitectura da futura Fundação Nadir Afonso, obra que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Chaves e a Fundação Nadir Afonso e que tem a assinatura do reconhecido Arquitecto Álvaro Siza Vieira.

Dia 16 de Janeiro, será apresentado, pelas 21:30h, na Biblioteca Municipal de Chaves, o projecto de arquitectura da futura Fundação Nadir Afonso, obra que resulta de uma parceria entre a Câmara Municipal de Chaves e a Fundação Nadir Afonso e que tem a assinatura do reconhecido Arquitecto Álvaro Siza Vieira.
A construção deste novo equipamento cultural terá início em 2009, estando a sua conclusão prevista para o final de 2010.
A Fundação ficará inserida junto ao centro histórico de Chaves, cidade natal de Nadir Afonso, e irá garantir a requalificação da frente ribeirinha do Tâmega.

SOBRE A FUNDAÇÃO
A Fundação Nadir Afonso irá acolher o valioso espólio do Mestre naquela que é a sua cidade natal. Ao mesmo tempo, este espaço dinamizará, junto de públicos distintos, actividades tais como:

Organização de exposições temporárias e permanentes;

Atribuição do prémio Nadir Afonso para trabalhos de investigação, bem como de bolsas na área da produção artística e científica;

Organização de ciclos de cinema documental, workshops infanto-juvenis e cursos de Verão.

SOBRE O ARTISTA
Pintor, arquitecto e filósofo, Nadir Afonso Rodrigues nasceu em Chaves, a 4 de Dezembro de 1920.
Segundo filho do poeta Artur Maria Afonso e de sua mulher, Palmira Rodrigues Afonso, Nadir ia chamar-se Orlando, mas um cigano que o pai encontrou já a caminho do registo sugeriu o nome certo – que tanto pode ter o significado de ‘raro’ ou ‘auspicioso’ como designar um ponto de referência astral.
A sua total propensão para a pintura revela-se aos quatro anos, em casa, quando traça com tinta vermelha um círculo perfeito na parede da sala.
Em 1934, realiza os primeiros trabalhos a óleo e, em 1938, ganha o 2º prémio do concurso ‘Qual o mais belo trecho da paisagem portuguesa?’.
Nesse mesmo ano, um funcionário da Escola de Belas-Artes do Porto, onde vai entregar a inscrição em Pintura, convence-o a optar por outro curso.
É assim que, contra a sua natureza, Nadir se torna arquitecto. No entanto, em momento algum deixará de pintar.
Na década de 40, começa a expor e a ter impacto junto da crítica. Nadir tem apenas 24 anos quando uma das suas obras, ‘A Ribeira’, dá entrada no Museu de Arte Contemporânea de Lisboa.
No rescaldo da II Guerra Mundial, parte para Paris e obtém, por intermédio do pintor modernista brasileiro Cândido Portinari, uma bolsa de estudo do governo francês.
Tem aulas pintura na École des Beaux-Arts e trabalha no ateliê de arquitectura de Le Corbusier entre 1946 e 48, retomando a colaboração em 1951. De 1952 a 1954 trabalha no Brasil com outro célebre arquitecto, Oscar Niemeyer. Regressa então a Paris, retoma o contacto com criadores empenhados na procura da arte cinética e desenvolve estudos de estética e pintura a que chama ‘Espacillimité’.
Integra o grupo da Galeria Denise René e expõe juntamente com artistas como Vasarely, Mortensen, Herbin ou Bloc.
Na vanguarda da arte mundial, mostra em 1958, no Salon des Réalités Nouvelles um ‘Espacillimité’ animado de movimento (recentemente exposto no Museu do Chiado) e, no ano seguinte, realiza a sua primeira grande exposição antológica, na Maison des Beaux-Arts de Paris.
Em 1965, abandona definitivamente a penosa arquitectura. Consciente da sua inadaptação social e dificuldades de integração no meio artístico, refugia-se pouco a pouco num grande isolamento.
Desenvolve estudos sobre a geometria, que considera ser a essência da arte, e a sua vida passa a ser dedicada exclusivamente à criação de uma extensa obra plástica e teórica.

SOBRE O ARQUITECTO
Álvaro Joaquim de Melo Siza Vieira
nasceu em Matosinhos em 1933. Estudou Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes do Porto entre 1949 e 1955, tendo assinado as suas primeiras obras em 1954.
É o arquitecto português mais prestigiado internacionalmente, tendo construído projectos em numerosos países e obtido importantes prémios, com destaque para o Prémio Pritzker (1992), considerado o Nobel da Arquitectura.
A Igreja de Santa Maria (Marco de Canavezes), O Pavilhão de Portugal na Expo’98 (Lisboa) e o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves (Porto) são algumas das suas obras mais conhecidas em território português.
Doutor "Honoris Causa" pela Universidade de Valencia (1992), pela Escola Politécnica Federal de Lausanne (1993), pela Universidade de Palermo (1995) e pela Universidade Menendez Pelayo (1995).
É membro da American Academy of Arts and Science e "Honorary Fellow" do Royal Institute of British Architects.

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