Joe Berardo foi detido pela Policia Judiciária

O empresário Joe Berardo e o seu advogado André Luiz Gomes, foram detidos no decorrer de uma operação da Polícia Judiciária (PJ) por burlas em financiamentos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos (CGD).

A megaoperação decorreu em Lisboa, no Funchal e em Sesimbra. Ao que O TURISMO:PT soube as detenções foram promovidas pela procuradora Inês Bonina, titular do inquérito, e ordenada pelo juiz Carlos Alexandre. Soubemos ainda que Armando Vara está sob suspeita de fornecimento de créditos.

A investigação decorre desde 2016 devido ás suspeitas da prática dos crimes de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento. De acordo com comunicado enviado pela PJ, na investigação foram reconhecidos procedimentos internos em processos de concessão, reestruturação, acompanhamento e recuperação de crédito, contrários às boas práticas bancárias e que podem configurar a prática de crime.

No comunicado é referido que "a operação da PJ incidiu sobretudo num grupo económico, que entre 2006 e 2009, contratou 4 operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de Euros. Este grupo económico tem incumprido com os contratos e recorrido aos mecanismos de renegociação e reestruturação de dívida para não a amortizar".

De acordo com informação avançada pela Judiciária, foram efectuadas 51 buscas, 22 buscas domiciliárias, 25 buscas não domiciliárias, três buscas numa instituição bancária e uma busca num escritório de advogados.

A PJ refere em outro comunicado que “através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e com apoio de outras unidades, em inquérito a correr termos no DCIAP, desencadeou no dia de hoje, em Lisboa, Funchal e Sesimbra, uma operação no âmbito de investigação, em curso, pela suspeita da prática dos crimes de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento”.

Esta foi uma “investigação iniciada em 2016 [que] identificou procedimentos internos em processos de concessão, reestruturação, acompanhamento e recuperação de crédito, contrários às boas práticas bancárias e que podem configurar a prática de crime”, explica.

A autoridade policial concluiu afirmando que “actualmente este grupo económico causou um prejuízo de quase mil milhões de Euros à CGD, ao NB e ao BCP, tendo sido identificados actos passiveis de responsabilidade criminal e de dissipação de património”.

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