Da redacção para o campo de batalha sem qualquer receio

O filme "Uma Guerra Pessoal", com o título original "A Private War" é uma obra de drama biográfico intenso, muito real e com imagens bastante fortes.

O filme é protagonizado por Rosamund Pike e retrata a vida da jornalista Marie Colvin (Rosamund Pike), uma  premiada repórter norte-americana, conhecida por cobrir zonas de conflito como Sri Lanka, Iraque, Afganistão e Síria.

Destemida e com um espírito rebelde, percorre as linhas da frente de conflitos de todo o mundo, dando voz àqueles que não têm forma de ser ouvidos. 
A sua missão: mostrar ao mundo o verdadeiro preço da guerra, leva-a ao encontro do fotógrafo Paul Conroy e, juntos, embarcam na aventura mais perigosa das suas vidas: expor o conflito armado da Síria.

Só que enquanto a jornalista luta pela verdade, a sua vida pessoal começa a ruir sob o peso do trauma.

Durante um trabalho no Sri Lanka, em 2001, perdeu o olho esquerdo, por a ter sido atingida por uma granada.

Passou a usar uma pala, mas continua a sentir-se tão à vontade nas festas da elite londrina como a confrontar ditadores com as suas denúncias públicas e perguntas incómodas

A jornalista Marie Colvin, colaborou ao longo de duas décadas com o reconhecido jornal inglês The Sunday Times, em cujas páginas relatou alguns dos conflitos mais trágicos e sangrentos dos nossos tempos.

Chegou a entrevistar Khadaffi, acabando por o acusar dos crimes que estavam a acontecer no seu país. No entanto o ditador respondeu-lhe "uma das mulheres com quem mais gosto de falar é consigo".

Em Uma Guerra Pessoal o realizador Matthew Heineman não se coibiu de mostrar a realidade, antes pelo contrário. As mortes, os feridos, as dificuldades de cada um dos povos e muito mais é mostrado sem qualquer receio.

Depois de tantas guerras por onde passou, acabou por ficar com Stress Pós-traumático, que a levou a uma clínica psiquiátrica. Mas o gosto e o desejo de mais notícias, levou-a de novo para a frente da guerra.

Paul já tinha sido militar, tendo vindo a desistir. Paul disse a Marie "já viste mais guerras que qualquer soldado", como forma de dizer que o seu conhecimento era de elevada qualidade.

Com o passar dos anos a vida da jornalista vai-se degradando psicologicamente, pois assiste a situações completamente bárbaras e cruéis. O seu refugio é a bebida e querer trabalhar mais e mais.

Um filme inspirador e emocionante baseado na verdadeira história da repórter norte-americana Marie Colvin, onde é possível afirmar que Matthew Heineman foi bastante real, tornando o filme numa obra com grande valor cinematográfico.

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