“Moulin rouge – The Ballet” um simpático bailado com final trágico

O coreografo Jorden Morris e a Canada's Royal Winnipeg Ballet apresentam uma história apaixonante de amor, ambição e desgosto. Tendo Paris como pano de fundo, Mathieu e Nathalie desafiam o destino com a sua paixão.

 

Não foram precisas quaisquer palavras para perceber, e especialmente sentir, esta peça. A linguagem corporal dos bailarinos e a sua capacidade de interpretação através da dança demonstra grande qualidade.


A história não é a mesma que a do alucinante filme de Baz Luhrman, e é de ressalver o esforço para tentar captar igualmente bem a Paris na era chamada "revolução boémia", onde na cidade e no Moulin Rouge explodiam novos tipos de dança como o Cancan e a Quadrilha.


Os cenários, a iluminação, os trajes coloridos e fluídos, deram sem dúvida o seu contributo para a excelência da peça. Os bailarinos, de extremo requinte, onde cada um era um perfeito exemplar de pernas finas extremamente esticadas, com os pés perfeitamente arqueados, reinando, em cada um deles, flexibilidade e força.


Num misto de diferentes sons e danças, entre o Cancan, o Ballet e o Tango, a história vai progredindo, captando o interesse do espectador, através das personagens de forte personalidade e de cenários que nos remetem, talvez não exactamente para Paris, mas para um ambiente extravagante.


Mathieu e Nathalie vão viver e lutar pelo seu amor, que se tornou proibido segundo as regras do infame cabaré. Tal como no filme, o final quer-se trágico, pois nenhum amor destas dimensões tem a possibilidade de sobreviver.

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