Porto criou agenda cultural dedicada ao Cinema Independente

Com o objectivo de criar uma rede de públicos e promover o circuito "não comercial", o Porto tem a partir de hoje uma agenda cultural dedicada ao Cinema Independente que reúne a programação de várias instituições da cidade.

 

A "agenda do Cinema Independente" foi lançada pelo pelouro da cultura da câmara do Porto, existindo uma versão impressa e outra online através da plataforma online.

Tanto na Internet como o folheto que será distribuído em espaços "típicos e atípicos" culturais da cidade congregam o programa de sessões de cinema já existente no Porto mas que até agora estava disperso por todas as instituições promotoras, bem como informação sobre os locais de exibição, entre outros conteúdos.

Esta ideia partiu, de acordo com o vereador da cultura da câmara do Porto, Paulo Cunha e Silva, "da ideia mais ou menos generalizada de que no Porto não havia cinema", ou seja, para dar a conhecer o que existe e combater a ideia de que o cinema "está todo na periferia, nos centros comerciais, nas cidades vizinhas".

"Recusamo-nos aceitar esse fatalismo de falta de cinema na cidade que é porventura a cidade, a nível nacional, das imagens do Alves dos Reis ao Manoel de Oliveira", disse Paulo Cunha e Silva, numa conferência de imprensa que reuniu hoje os promotores de Cinema Independente do Porto no Teatro Municipal Rivoli.

Este projeto, adjectivado de "simples" mas "eficaz", tem como objectivo, disse o vereador, "colocar o cinema no palco da discussão cultural do Porto", bem como, e dando resposta a várias preocupações dos promotores, "criar uma rede de circulação de públicos e novos públicos".

"A ideia de que no Porto havia pouco cinema é falsa (?). Mas o hábito de ir com regularidade ao cinema já cada vez menos gente tem. É preciso trazer de novo esse público (?). Os públicos estavam um bocadinho espartilhados", reconheceu, a propósito da questão dos públicos, António Costa, da Medeia Filmes/Teatro Campo Alegre.

A autarquia garante, no entanto, que não pretende "institucionalizar muito" esta agenda para "manter o lado informal": "A câmara dá a moldura mas queremos que sejam as instituições a alimentar a ideia", disse Paulo Cunha e Silva.

Ainda sobre a plataforma, foi destacada a área "Texto do Mês" que para já resume o projeto, mas a partir de Junho poderá ter contributos de realizadores, críticos de cinema ou mesmo das instituições promotoras como é o caso do Cineclube do Porto que escreverá já no próximo mês.

Esta agenda foi apresentada no Rivoli, local onde Paulo Cunha e Silva espera ver, a partir de Setembro, sessões de cinema alternativo de "forma muito regular": "à partida trissemanal", anunciou.

Entre os locais de exibição que estão "mapeados" nesta agenda destacam-se a Escola das Artes da Universidade Católica, a Fundação Juventude, a Fundação de Serralves, a Casa das Artes, o Cinema Passos Manuel, o Circuito Católico de Operários do Porto, o Sismógrafo, e a Escola Superior Artística do Porto, bem como as faculdades de Direito, de Belas-Artes da Universidade do Porto e os teatros do Campo Alegre e Rivoli.

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