A União Europeia aprovou a compra da ITA Airways pela Lufthansa

por: António Manuel Teixeira

A confirmação foi feita pelo Ministro italiano da Economia e das Finanças (MEF), Giancarlo Giorgetti, juntamente com o Presidente da ITA Airways, Antonino Turicchi, e o Director-Geral da Lufthansa, Carsten Spohr.

Giancarlo Giorgetti na conferência de imprensa onde foi anunciado o aprecer da União Europeia (UE), disse: "Hoje encerramos este caso histórico e de longa data". "Foi um caminho conturbado e difícil, mas é um grande sucesso italiano, alemão e europeu", acrescentou. "A gestão da empresa caberá aos accionistas, com controlo de gestão para o cumprimento dos objectivos dos quais o Estado italiano está excluído."

Mais de um ano após o acordo preliminar entre o MEF e a Lufthansa para a venda de uma parte minoritária da ITA Airways ao grupo alemão, a aprovação da fusão pelas autoridades nacionais dos 27 países membros da UE chegou a 03 de julho, apenas um dia antes do prazo previsto.

O presidente da ITA Airways afirmou: "A lógica prevaleceu sobre os vários obstáculos". Antonino Turicchi salientou: "Qualifico esta operação como uma operação guiada pela lógica. A Europa sai reforçada com esta operação".

A Lufthansa adquirirá ao acionista MEF uma participação de 41% na ITA Airways, através de um aumento de capital de 325 milhões de euros, aumentando-a numa segunda fase para 100% até 2033, num investimento total de 829 milhões de euros. A Lufthansa ficará de facto à frente da ITA, apesar de ter menos de metade das acções imediatamente após a assinatura.

Os alemães nomearão o CEO da ITA (Joerg Eberhart) e dois dos cinco directores do próximo Conselho de Administração.

A empresa alemã nomeará o futuro Director-Geral da ITA Airways, tal como declarado por Carsten Spohr durante uma conferência telefónica após o acordo de entrada no capital da empresa italiana. Além disso, também nomeará um director para o conselho de administração, que é composto por cinco membros. O fecho da compra de 41% da ITA Airways está previsto para o final do ano e Spohr mostrou-se confiante na "transformação da ITA numa companhia aérea rentável até 2025". Sublinhou: "a ITA foi completamente reestruturada e configurada para ser uma companhia aérea competitiva em termos de custos, sem qualquer relação ou problemas relacionados com a antiga Alitalia".

Os planos da Lufthansa incluem o desenvolvimento do Aeroporto Roma Fiumicino como uma plataforma de correspondência rentável e a consolidação de Linate, com ênfase nos voos de longo curso para a América do Norte e do Sul, África e alguns mercados asiáticos.

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