Alitalia voltou a falir, dando lugar à companhia de bandeira ITA

Alitalia voltou a falir, dando lugar à companhia de bandeira ITA
ITA/Divulgação

Esta quinta-feira, 14 de Outubro, a companhia de bandeira italiana despede-se dos céus com o voo entre Cagliari e Roma-Fiumicino, que aterrará pouco depois das 23:00 locais.

A Alitalia lutou, durante décadas, contra uma crise no entanto a pandemia da Covid-19 mostrou-se fatal.

A companhia aérea custou aos cofres públicos italianos mais de 13 mil milhões de euros, em prejuízos, nos últimos 20 anos.

Milhares de trabalhadores da Alitalia têm-se manifestado, estes últimos dias, exigindo soluções e apoio do Governo.

Estima-se que mais de 10 mil pessoas aumentem os números do desemprego, uma vez que apenas 2800 transitarão para a ITA, a terceira companhia governamental substituta da Alitalia..

A Italia Trasporto Aereo será, a partir desta sexta-feira a nova companhia aérea de bandeira do país, cujo o voo inaugural descola do aeroporto de Roma Fiumicino, às 06:30 horas locais e terá como destino Milão.

em nenhum comprador por conta da pandemia, coube ao próprio governo assumir as operações, após acordo com a União Europeia, para começar a voar com o que restou da antecessora e re-estrear no dia 15 de Outubro.

De acordo com o plano divulgado pela companhia, serão mantidas 52 aeronaves que pertenciam à frota da “antiga nova Alitalia”, ou seja a segunda empresa que veio substituir a Alitalia. Deste total, somente sete serão modelos widebody (de fuselagem larga e dois corredores) para voos de longa distância. Embora a meta é alcançar 105 aeronaves nos hangares até 2025, quando as rotas também deverão saltar de 61 para 74 trajectos.

Estão previstos dois hubs (centros de operações) para a ITA: o aeroporto de Milão Linate, que manterá 85% dos slots que pertenciam à Alitalia; e o aeroporto de Roma Fiumicino, com 43% dos slots preservados. Tanto que, para Junho de 2022, a nova companhia voará novas rotas internacionais, inclusive Brasil e Argentina.

Os accionistas da ITA aprovaram aumento de capital para 700 milhões de euros, e esperam conseguir o equilíbrio financeiro no terceiro trimestre de 2023. Uma vez que a previsão é chegar aos lucrar 209 milhões de euros de lucro em quatro anos. E, até lá, em 2025, o quadro de funcionários deve crescer dos até 2.950 actuais para 5.700 colaboradores.

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