Associação Internacional de Transporte Aéreo delineou agenda para o Reino Unido

Com o objectivo de recuperar o sector aéreo no Reino Unido, AITA define algumas medidas relativas à COVID-19

Em declarações no Clube de Aviação do Reino Unido, o Director-Geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (AITA) Willie Walsh, enfatiza o valor das reuniões pessoais (face-to-face meetings), e o desejo dos passageiros de viajarem de novo, mas avisa que com as restrições de viagens e a persistência nos caros testes PCR, o Reino Unido terá falhado na capitalização do início precoce da vacinação COVID-19, tendo ficado para trás relativamente aos seus parceiros da União Europeia. O Reino Unido foi rápido a vacinar a sua população, e esteve entre os primeiros países a restabelecer o roteiro para recomeçar as viagens. Mas em vez de avançarem, terão ficado perdidos. A União Europeia está agora liderar nas muitas políticas sensíveis para o recomeço. Exemplo disso foi o mais rápido aproveitamento das vantagens do aumento das taxas de vacinação para reabrir amplamente as suas fronteiras externas do Espaço Schengen.

Na realidade a União Europeia terá praticamente eliminado os testes para viajantes vacinados. Para os que não estão vacinados, está a usar os testes de antigénio de baixo custo. Ainda assim, o Reino Unido está a fazer alterações necessárias, simplificando a sinalização do tráfego aéreo, reduzindo o tamanho da “lista vermelha”, removendo a requisição de teste antes da partida e mudando a testagem para os testes antigénio na chegada, para os passageiros vacinados. Ainda assim, o governo do Reino Unido não terá ainda encontrado uma alternativa para os vários e dispendiosos testes PCR, bem como alternativa para uma quarentena de 10 dias para passageiros não vacinados.

“Em termos de vida quotidiana, o Reino Unido é de longe mais pragmático na gestão da COVID-19 que outros estados. Mas a sua abordagem às viagens continua focada em restrições que não podem ser justificadas baseadas no risco. Durante o período de Fevereiro a Agosto, a positividade dos testes PCR nos passageiros que chegavam ao Reino Unido era de 1%. E a taxa de positividade dos testes da população em geral era de 7%. Então, podemos afirmar confiantemente que viajar não está a aumentar os riscos da COVID-19 no Reino Unido.” Afirma Willie Walsh.

Com base nisso, a AITA delineou uma agenda para o Reino Unido restaurar a saúde no sector da mobilidade aérea, adoptando um regime de testagem à COVID-19 mais simples, garantindo custos aeroportuários acessíveis, sustentáveis e competitivos ao mesmo tempo que se movem em prol do objectivo net-zero (zero emissões de carbono até 2050 no transporte aéreo).

A recuperação do Reino Unido na sua mobilidade aérea tem vindo a ser lenta. Essa mesma recuperação corre o risco de ser prejudicada pelo aumento das taxas propostas no seu principal portal de acesso aéreo, no Aeroporto de Heathrow. Documentos revelados mostram que, os proprietários do Aeroporto de Heathrow estão em busca de aumentos de 90% nas tarifas, adicionando assim cerca de 100£ ao custo médio de férias de uma família.

“Está na altura de os accionistas do Heathrow darem um passo adiante. Desfrutaram dum retorno estável durante anos. Em vez de esperarem que os passageiros cubram retornos excessivos, está na altura de investirem.” Disse Willie Walsh.

Um ano e meio depois do início da crise COVID-19, temos agora a ciência do nosso lado, assim como ferramentas e experiência para lidar com os riscos da COVID-19. O iminente restabelecimento do mercado transatlântico, quando os Estados Unidos abrirem as fronteiras aos viajantes vacinados deverá dinamizar e impulsionar a recuperação.

A AITA partilha ainda a sua visão no que podem ser algumas das medidas adoptadas para restabelecer a conectividade aérea:

-Os governos tornarem as vacinas acessíveis a todos o mais depressa possível;

-Libertar as pessoas que estão vacinadas de todas as restrições;

-Estabelecer regimes de testes sensíveis àqueles que não tiveram acesso às vacinas;

-Usar testes de antigénio para este propósito

-Os governos assumirem o custo dos testes, para este não se tornar numa barreira económica para quem viaja

-Viagens sem complicações para os vacinadas poderão ser um grande incentivo para que as pessoas sejam inoculadas.

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