Reabertura das fronteiras com gestão de risco simplificada

Serão as actuais medidas impostas na navegação aérea desproporcionais e inconsistentes?


A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA (associação que representa cerca de 290 companhias aéreas, 82% do tráfego aéreo global), apelou para o fim das restrições relativas à COVID-19 impostas nas viagens aéreas, que alega, serem totalmente inconsistentes e impeditivas da recuperação no sector do transporte aéreo.
Incitou então os governos a  implementarem regimes simplificados para gerir os riscos da COVID-19 à medida que as fronteiras internacionais reabram.

As restrições de viagens deram aos governos tempo para responder nos primeiros dias de pandemia, porém essa lógica não existe mais. COVID-19 está presente em todas as partes do mundo. As restrições nas viagens são uma complexa e confusa teia de regras com muito pouca consistência entre elas.” afirma Willie Walsh, Director-Geral da AITA.(IATA)

Os resultados dos testes dos passageiros chegados do Reino Unido, demonstram que os passageiros não representam uma situação de risco para a população local. “Dos 3 milhões de chegadas entre Fevereiro e Agosto, só 42 mil testaram positivos - menos de 250 por dia.” confirma Walsh.

Nos últimos meses vários mercados que estavam anteriormente fechados, deram alguns passos para abrir portas a viajantes vacinados. A iniciativa dos primeiros passos pertenceu à Europa seguida do Canadá, Reino Unido, EUA, Singapura e Austrália.


A IATA encoraja ainda todos os governos a considerarem algumas das seguintes medidas para a reabertura de fronteiras:

-As vacinas devem estar disponíveis para todos o mais depressa possível

-Passageiros vacinados não devem enfrentar barreiras ao viajar

-A testagem deve permitir aos não vacinados viajar sem o período de quarentena no país de destino

-Testes Antigénio são a chave para uma eficiente relação custo-eficácia e regimes de teste convenientes

-Os governos devem encarregar-se dos pagamentos dos testes, para assim estes não se tornarem uma barreira económica para quem viaja

Outro passo claro e necessário para tornar o cruzamento de fronteiras e as viagens aéreas mais rápidas e mais seguras, passa pela digitalização, credenciais de saúde digitais. Certificado de vacinação ou resultado do teste à COVID-19, apresentados digitalmente na reabertura de fronteiras. “A experiência actual, mesmo com os níveis de tráfego baixo, dizem-nos que será um caos nos aeroportos se insistirmos nos processos de papel”.

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