TAP: Negociações com os sindicatos atrasam conversam com Bruxelas

Negociações com a Comissão Europeia sobre reestruturação da TAP não serão concluídas em Março, devido às negociações com os sindicatos atrasaram processo. No entanto Frasquilho acredita que o plano será aprovado.

A negociação do plano de reestruturação da TAP com a Comissão Europeia não irá cumprir os prazos indicados pelo Governo e pela Companhia em 2020.

Miguel Frasquilho, admitiu no Parlamento que o processo de negociações com os sindicatos da TAP ocorreu até meio de Fevereiro, fazendo com que atrasasse as conversas com Bruxelas, noticiou o Observador.

Segundo o gestor, afirmou na comissão de economia e obras públicas “provavelmente já não será em Março que as negociações terminem, mas não será muito depois”.

Mesmo assim, o Presidente do Concelho de Administração, sublinhou que os acordos alcançados com os sindicatos para reduzir o custo com os recursos humanos foi bem visto em Bruxelas. O dirigente acrescentou que “não me passa pela cabeça que o plano não seja aprovado”.

O presidente não executivo não quis revelar até quando a empresa terá de necessitar de novo apoio do Estado, que só poderá acontecer após a Comissão Europeia aprovar a reestruturação. Referiu ainda que “as necessidades de liquidez são acompanhadas quase diariamente para que a empresa não entre em situações de estrangulamento”.

Em 2021 a TAP irá precisar de quase mil milhões de euros de injecção, algo que poderá passar por investimento privado com aval do Estado, ou por empréstimo público, segundo o Observador.

Miguel Frasquilho também omitiu o valor das necessidades de financiamento até 2024 —  sendo que o previsto será de 3,7 milhões de euros, incluindo os 1,2 mil milhões já recebidos — referindo apenas que “são avultadas, mas que irão decrescer todos os anos”.

Aos contribuintes portugueses disse: “estamos muito agradecidos”, assinalando que o “retorno que advirá para a economia será muito superior em todas as vertentes, duas a três vezes”, os apoios concedidos à TAP. O presidente não executivo adiantou que “este impacto positivo na economia mede-se em empregos, valor acrescentado bruto, em receitas turísticas, em compras a fornecedores e até em termos de impostos e finanças públicas. Impactos que não existiriam se a TAP não existisse”.

Miguel Frasquilho afirmou ainda que a Comissão Europeia vai acompanhar a evolução da Companhia, para além de 2024, até porque a empresa não pode receber mais ajudas de Estado na próxima década. Esse facto surge da aplicação do regime de resgate e reestruturação aplicado à TAP. Mesmo assim o dirigente afastou a ideia de que a reestruturação seria menos dura se o regime de ajuda comunitária fosse outro.

Os planos apresentados por outras companhias não diferem nada. “A solução não teria sido diferente da que temos em cima da mesa”.

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