Ryanair rompe com a tendência em alta que vinha a protagonizar desde o inicio da crise sanitária, aí por Março 2020.
A companhia aérea comandada por Michael O’Leary fechou 2020 com 3.500 milhões de euros no efectivo.
Embora a companhia aérea destaque no seu balanço “ que é um dos mais sólidos da indústria, com uma qualificação creditada de BBB (S&P e Fitch)”, olahando para trás verifica-se que há uma forte descida de liquidez.
Como comprovou a revista preferente.com a 30 de Setembro dispunha de 4.500 milhões de euros em efectivo.
Isto significa que num período de três meses queimou 1000 milhões, quando nos trimestres anteriores, tinha aumentado o montante de efectivo, que no inicio da crise sanitária rondava os 4.000 milhões.
No entanto a Ryanair continua a apresentar, presumivelmente, solidez financeira. Aos já mencionados 3.500 milhões há que juntar que 80% da frota propriedade do grupo está livre de encargos, com um valor de mais de 7.000 milhões de euros.
E mais, junto com a sua angariação de fundos, com a colocação de acções no montante de 400 milhões de euros e obrigações de 850 milhões de euros (tudo isto em Setembro) planeia reembolsar mais de 1500 milhões de dívida nos próximos seis meses.