Sindicatos da TAP contra as medidas de retoma salarial estabelecidas pela companhia

Sindicatos da TAP contra as medidas de retoma salarial estabelecidas pela companhia
Divulgação

Os Sindicatos representativos dos trabalhadores da TAP consideram que as medidas são "insuficientes (devia ser pago 100% do salário), na medida em que se continua a retirar/cortar salário aos trabalhadores do Grupo TAP, ao fim de quatro meses".


Os sindicatos que representam os trabalhadores da TAP consideraram, na quarta-feira, que as medidas de apoio à retoma progressiva, decorrentes da crise pandémica, são "insuficientes" no modelo "a adoptar para o pessoal de terra".

Em comunicado conjunto, as estruturas que representam os trabalhadores da TAP explicitam que receberam uma informação escrita "dando conta do formato a adoptar para o pessoal de terra, no âmbito das medidas de apoio à retoma progressiva da actividade".

 

Os sindicatos consideram que as medidas de apoio são "insuficientes (devia ser pago 100% do salário), na medida em que se continua a retirar/cortar salário aos trabalhadores do Grupo TAP, ao fim de quatro meses".

O comunicado dá, por isso, conta de que "na prática", do total dos cerca de 3800 trabalhadores de terra, para o mês de Agosto, 1900 "terão uma redução do tempo de trabalho de 20%, correspondendo a cerca 93% da sua remuneração, com cinco subsídios de refeição por semana".


Quase 900 trabalhadores terão uma redução do tempo de trabalho de 50%, "correspondendo a cerca 83% da sua remuneração, com cinco subsídios de refeição por semana", e cerca de "1000 trabalhadores terão uma redução do tempo de trabalho de 70%, correspondendo a cerca 77% da sua remuneração, com três subsídios de refeição por semana", adianta a nota.

O documento é assinado pelo Sindicato dos Economistas (SE), o Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA), o Sindicato dos Quadros da Aviação Comercial (SQAC), o Sindicato Nacional Dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e Afins (SIMA), o Sindicato dos Contabilistas (SICONT) e o Sindicato dos Engenheiros (SERS).

O apoio extraordinário à retoma progressiva da actividade económica vai substituir, a partir de Agosto, o regime de layoff simplificado”, uma decisão do Governo para auxiliar as empresas na sequência da paragem de actividade quase transversal a todos os sectores, devido ao confinamento decretado para mitigar a propagação da pandemia.

Com o novo regime as empresas podem, entre Agosto e Dezembro, reduzir horários de trabalho, mas não suspender contratos, como previa o layoff simplificado, regime que, por sua vez, termina este mês.

 
 

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