"Há pouca clareza e muita incerteza sobre quais os cidadãos que podem viajar e para onde"

Companhias aéreas e aeroportos lamentam falta de coordenação na reabertura das fronteiras externas da União Europeia (UE) e pedem que se respeite a lista de 15 países cujos residentes podem entrar livremente na comunidade.

Os Estados-membros da UE concordaram, a 30 de Junho, sobre uma lista de 15 países cujos residentes poderiam entrar na comunidade desde 01 de Julho, no âmbito do combate à pandemia de covid-19, embora a lista fosse apenas uma "recomendação", cuja aceitação não tinha carácter vinculativo, ficando a decisão final para cada país.

No entanto nem todos os Estados-membros estão a respeitar a recomendação, fazendo com que um grupo de companhias aéreas e de aeroportos a lamentar a situação e a pedir maior coordenação.

"Os Estados da UE estão a adoptar listas muito divergentes. Como resultado, há pouca clareza e muita incerteza sobre quais os cidadãos que podem viajar e para onde", referiu a plataforma Aerolines For Europe (A4E) citada pela Lusa, que representa em Bruxelas a maioria das companhias aéreas e o Airport Council International (ACI), num comunicado.

A lista dos 15 países, que pode ser revista e alterada com base em critérios epidemiológicos, prevê a entrada livre de constrangimentos de viajantes desde os seguintes países: Austrália, Argélia, Canadá, Coreia do Sul, Geórgia, Japão, Marrocos, Montenegro, Nova Zelândia, Sérvia, Tailândia, Tunísia, Uruguai e Ruanda; enquanto que, no caso da China, a entrada dos seus cidadãos fica condicionada à reciprocidade com cidadãos europeus.

Estados Unidos, Brasil e Rússia, entre outros países, ficaram de fora dessa lista.

No entanto, após uma semana após a entrada em vigor desta norma, cada país da UE tem seguido os seus próprios critérios, lamenta o sector da aviação.

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