Fumo branco nas negociações da TAP: Governo fica com 72,5%

O Governo vai ficar com maioria do capital da TAP, mas vai contratar uma empresa para escolher gestores privados e bem pagos para comandar a TAP.

Existe fumo branco nas negociações, uma vez que o Governo chegou a acordo com os acionistas privados da TAP, ficando o Estado com 72,5% da empresa, tornando-se, assim, o acionista principal. Os restantes 27% pertencem aos acionistas privados.

Pedro Nuno Santos deixou recados à gestão privada e admitiu que a decisão terá custos financeiros, ainda terá negociações difíceis com Bruxelas e coloca enorme peso político sobre o Executivo: "Vai ser difícil" e cheio de "incertezas", mas "o Governo está preparado", noticiou o Jornal Expresso.

João Leão disse ainda que com este acordo "consegue-se evitar a falência de uma empresa essencial para o país" e "salvaguarda a posição estratégica no país”.

O Estado pagará um montante de 55 milhões de euros, é isso que faz parte do acordo", explicou Miguel Cruz, secretário de Estado do Tesouro.

Recordamos que o Estado tinha uma participação de apenas 50%, passando agora a deter 72,5%.

Pedro Nuno Santos disse que o acordo ainda não está concretizado, uma vez que a documentação ainda não toda assinada. O ministro das infraestruturas referiu ainda que "a nacionalização, felizmente, não chegou a ser necessária".

Numa mensagem aos portugueses, afirmou que "é normal" que estes fiquem espantados com o empréstimo de 1.200 milhões de euros, mas relembrou que a TAP "é a companhia aérea que mais turistas traz para Portugal".

Referiu ainda que o importante é olhar para o prejuízo que seria a insolvência de um empresa como a TAP na economia do país. "Teria um impacto profundo na economia e no emprego dos portugueses, para todos aqueles que direta ou indiretamente trabalham para a TAP", reforçou.

Governo poderá brevemente começar a trabalhar no plano de restruturação da companhia aérea que, na ótica do ministro das Infraestruturas, "não tem de ser visto como um elemento negativo deste processo".

Nós queremos uma TAP viável a servir as necessidades do país".

Depois deste acordo, o Estado passa a deter 72,5% da companhia aérea, o empresário Humberto Pedrosa 22,5% e os trabalhadores os restantes 5%.

 

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