Pedro Nuno Santos: “Não queremos uma TAP pequena”

A Comissão Europeia  (CE) diz que a TAP vai ter de se reestruturar, caso não possa pagar o empréstimo, como a redução de trabalhadores, desactivação de rotas e/ou redução de aviões.

A TAP terá de apresentar um plano de reestruturação em seis meses, uma vez que não é elegível para "receber apoio ao abrigo do Quadro temporário da Comissão relativo aos auxílios estatais, destinado a apoiar empresas que de outro modo seriam viáveis", refere a CE. Em 24 meses a transportadora deu prejuízos superiores a 100 milhões de euros.

Segundo a Direcção Geral da Concorrência Europeia ,"os auxílios de emergência podem ser concedidos por um período máximo de seis meses para dar a uma empresa tempo para encontrar soluções numa situação de emergência. Em especial, as autoridades portuguesas comprometeram-se a que a TAP reembolsará o empréstimo ou apresentará um plano de reestruturação no prazo de seis meses, a fim de assegurar a viabilidade futura da empresa" .

O Governo já vê como certo o plano de reestruturação para a TAP depois de receber a injecção de capital no valor de 1,2 mil milhões de euros, autorizada ontem pela CE. E admite, ainda,  um reforço da posição do Estado na companhia.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos. adiantou que “o plano de reestruturação vai começar a ser desenhado agora”. Já sobre as condições em que esse plano poderia avançar com redução de rotas, frota e pessoal, o governante afirmou que, apesar de não querer “especular”, “não seria sério se dissesse” que estas não podem ser algumas das consequências da reestruturação.

Pedro Nuno Santos avisou: “conseguimos, com honestidade, imaginar, no actual contexto e perante um futuro de elevada incerteza, para a economia como um todo, nomeadamente para o sector do turismo e da aviação, que nós podemos ter neste momento uma empresa com uma dimensão superior àquelas que serão as necessidades para os próximos anos” e isto “é uma imposição da comissão europeia que nós compreendemos e que julgo que todo o universo TAP compreende”.

Não existe interesse do Governo de uma “reestruturação excessiva”. “Não queremos uma TAP pequena”, sublinhou o ministro, mas reconheceu que é preciso tomar decisões para “diminuir os prejuízos inerentes a uma situação como aquela que estamos a viver”, frisou.

O governante adiantou que foram apresentadas condições ao accionista Atlantic Gateway, de David Neelman e Humberto Pedrosa, esperando pela resposta para avançar com a intervenção. “Estamos preparados para avançar a falta a aceitação por parte do privado para avançar”, adiantou Pedro Nuno Santos, sublinhando que se trata de “uma empresa que sem uma intervenção pública acabaria por falir”.

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