Avianca entrou em falência

Avianca Colombia entrou em bancarrota tendo pedido protecção contra os credores nos Estados Unidos da América



Segundo o “Airfinance Journal” a companhia aérea Avianca Holdings, conhecida como Avianca Colombia, “entrou em bancarrota e solicitou proteção contra credores nos Estados Unidos da América, pedido que foi entregue no Tribunal de Comércio do Distrito Sul de Nova Iorque”.


Segundo a mesma publicação, a empresa de leasing de aeronaves SMBC Aviation Capital é a que tem maior exposição com 19 aeronaves na frota da Avianca, incluindo três Boeing 787, 13 Airbus A320 e três Airbus A321, seguida pela Avolon com 13 unidades, das quais dois Airbus A319, dez A320 e um Airbus A330.


Os dados do ‘Airfinance Journal’ indicam que a Avianca Holdings tem aeronaves arrendadas a mais de 20 empresas de leasing internacionais.
A sua frota é presentemente constituída por 142 aviões que operavam, até meados de Março passado, para 26 países na América e na Europa.

A Avianca está enfrentando a crise mais desafiadora dos seus 100 anos de história, enquanto navegamos pelos efeitos da pandemia da covid-19”, disse Anko van der Werff, presidente executivo da Avianca. “Apesar dos resultados positivos do plano ‘Avianca 2021’, acreditamos que, face à paralisação total da nossa frota de passageiros e de uma recuperação gradual, a entrada nesse processo é uma etapa necessária para enfrentar os nossos desafios financeiros”, justificou o holandês que é responsável pela gestão da empresa colombiana.

Por seu lado Van der Werff, numa posição oficial acerca do pedido de proteção de credores comentou “Quando as restrições impostas pelo governo às viagens aéreas forem suspensas e pudermos retomar gradualmente nossos voos de passageiros, esperamos receber de volta os nossos funcionários em licença e desempenhar um papel de liderança no reinício da economia na Colômbia e em nossos outros mercados-chave”,


No ano passado a Avianca Colombia transportou 23 milhões de passageiros, sendo 16 milhões em voos domésticos e sete milhões em voos internacionais. Esta a informação que anteontem der Werff veiculava através da sua conta no ‘Twitter’. Neste domingo, em declarações que lhe são atribuídas pela companhia, diz que foram transportados 30 milhões de passageiros.

Até ao final da semana passada a companhia estava esperançada em obter um aval do Governo da Colômbia para continuar a operar. Alegava que pagava anualmente 790 milhões de dólares em impostos no País e que empregava 17.000 colombianos e um total de 21.000 em toda a América Latina.

Mas as opiniões dividiram-se, até mesmo no seio do Governo da Colômbia. Desses 790 milhões de dólares, 527 milhões foram taxas e impostos pagos pelos passageiros, os quais a companhia obrigatoriamente repassava para o Estado, e os restantes são taxas de utilização de aeroportos e infraestruturas nacionais. De resto, o Governo colombiano não perdoou, a falta mãos grave cometida pelos novos donos da companhia, liderados pela United Airlines, que em 2018 meteu 457 milhões de dólares na Avianca.

E na ocasião que a companhia mais precisou de apoio do Estado ficou sem resposta, porque a Avianca Holdings, que presta serviço na Colômbia e transporta mais de metade dos passageiros que viajam de e para o País, mudou a sua sede para a Cidade do Panamá, para um paraíso fiscal num país vizinho, para beneficiar de cerca de 30% de redução nos impostos, que já não entram na Colômbia. A companhia aérea de bandeira bem a exibia, mas já não a é para o Governo que não a reconhece como tal.

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