Aeródromo de Vila Real encerrado “por tempo indeterminado”.

Devido a abatimento do solo no Aéródromo de Vila Real o mesmo ficará encerrado por tempo indeterminado. É preciso uma intervenção longa e dispendiosa.

 

O Aeródromo de Vila Real vai estar encerrado a aviões “por tempo indeterminado” devido ao abatimento de parte da pista.
A informação foi confirmada na manhã de terça-feira pelo presidente da Câmara Municipal de Vila Real.

Entretanto, o grupo Sevenair, que faz a ligação aérea entre Bragança e Portimão, tinha indicado que o fecho seria só até 15 de Agosto.

O encerramento fica a dever-se “ao abatimento transversal de um sector central da pista”, explicou o autarca Rui Santos.
O primeiro abatimento do solo aconteceu em Junho de 2018, havendo então uma intervenção.
No entanto “a reparação revelou-se insuficiente”: exactamente há um mês, um ano depois, houve novos abatimentos.

Segundo se pode calculara os abatimentos devem-se a  uma linha de água que corre sob a pista e que “ao longo dos anos tem erguido o solo nessa área”.

Em conferência de imprensa Rui Santos informou que foi feita “uma avaliação no local que comprovou a fragilidade estrutural do solo da pista.”

 Deste modo e para solucionar o problema, o aeródromo terá de ser encerrado “por tempo indeterminado”. “A situação revela-se complexa e a despesa é muito avultada e não estava prevista”, destacou o autarca de Vila Real. Rui Santos fala ainda numa intervenção de “vários meses”.

A página oficial do grupo Sevenair apontava para um encerramento temporário.
O município já tinha revelado à Lusa que não havia data definida para reabrir o aeródromo, confirmando as declarações de Rui Santos que entretanto foram divulgadas.

No entanto, Rui Santos, presidente da Câmara de Vila Real explicou ainda que “o encerramento não é extensível a helicópteros e que não afectará o combate a incêndios florestais. Emergências médicas também não serão afectadas pela proibição de circular naquela pista.”

O autarca disse ainda aos jornalistas que o município vai procurar uma “solução financeira” junto do Governo central.


Num comunicado enviado à comunicação social pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, confirma-se a existência de “três meios aéreos a operar a partir do aeródromo de Vila Real – um helicóptero ligeiro e dois aviões médios anfíbios“.

O dois médios anfíbios serão instalados no aeródromo de Viseu. Mesmo não sendo deslocado o helicóptero ligeiro continuará operacional, garante a mesma fonte. Ainda assim “estão a ser estudadas outras alternativas de operação a curto/médio prazo”.


A proteção civil explicou também que a recolocação dos aviões “atende a critérios como a situação operacional em curso ou previsível, bem como, a variáveis meteorológicas, histórico e mapa de perigosidade e tem como referência os Centros de Meios Aéreos passíveis de ser utilizados por cada tipologia de aeronave, designadamente a capacidade de combustível necessária, comprimentos de pista e infraestruturas de apoio à operação”.

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