Na TAP não se procede à separação dos resíduos por ser "bastante complexa"

Na TAP não se procede à separação dos resíduos por ser "bastante complexa"
O Turismo . PT

Numa altura em que todas as empresas estão a pensar na sustentabilidade, fomos questionar a TAP porque ainda utiliza o plástico e não faz reciclagem dos materiais a bordo das suas aeronaves.

 

Actualmente o tema sustentabilidade é trabalhado em muitas empresas, de forma a por em pratica a "salvação do planeta".

Sobre esse ponto, que consideramos importante, O Turismo.PT foi perceber como procede o Grupo TAP em relação ao plástico e à reciclagem. As respostas chegaram-nos por e-mail. Quem viaja nos aviões da companhia tem oferta de bebida em copo de plástico, assim como em alguns percursos a refeição é servida numa embalagem de plástico.

A bordo das aeronaves do Grupo "não se faz reciclagem, pois não temos meios para a fazer", disse ao Turismo.PT a chefe de cabina Ana Catarina, afirmando que "metemos tudo em sacos para depois a empresa de limpeza recolher". É sabido que o avião não é para estar na placa, mas sim no ar. Quanto mais tempo estiver em terra maior é a taxa que tem de pagar, assim como o espaço dentro da aeronave é muito limitado. Tudo isto torna logisticamente complicado proceder à separação dos resíduos. No entanto também é necessário ter vontade para que as alterações sejam implementadas.

Para o grupo TAP não se procede à separação dos resíduos por ser "bastante complexa", uma vez "que não existe um procedimento de recolha genérico aplicável aos diferentes aeroportos". Justifico ainda que "o quadro regulatório internacional nestas matérias é bastante restritivo, especialmente para voos fora do espaço europeu, o que dificulta a viabilidade de encaminhamento destes resíduos para fluxos de reciclagem, como seria desejável". Mas uma grande percentagem dos voos operados pelo grupo é em continente Europeu. No entanto continua a não existir a separação dos mesmos.

A bordo as bebidas na classe económica, onde viaja 95% dos passageiros são servidas em copos de plástico, quando já existem outros recursos. As bebidas gasificadas e a água, vêm em garrafas de plástico, quando já existem outras opções.

Mas a preocupação primária do Grupo foi eliminar o papel, na leitura a bordo. Ou seja obrigam o passageiro a ter a aplicação da companhia para poder ler a revista ou o jornal em formato digital. No nosso entender, trata-se mais de uma redução de custos, do que da "pegada ecológica". No entanto a resposta da companhia foi que "já é realizada de forma sistemática a recolha selectiva e reciclagem dos jornais, revistas e outro papel deixado pelos passageiros". Uma vez que eles já não existem, não percebemos tal resposta.

Nem tudo é negativo, pois no que toca aos talheres de plástico, esses foram trocados por madeira, tornando-se assim sustentável. A TAP referiu que "ao longo dos últimos anos tem desenvolvido os maiores esforços reduzir o consumo de plástico descartável a bordo das suas aeronaves". Ou seja, "parte dos talheres, pratos e taças utilizados nos nossos voos já são reutilizáveis e recolhidos pelos nossos operadores de catering em Portugal".

O grupo recordou que "no âmbito do programa de redução de plástico descartável da TAP 2018-2020 (lançado no dia mundial do ambiente – 05 de Junho de 2018) e na sequência da introdução das novas refeições na frota de médio curso, a título de exemplo, estão os mais de 20 milhões de misturadores de bebida, que passaram a ser de madeira".

Resta-nos aguardar para que exista maior vontade nas alterações que necessitam de ser feitas, para tornar o Grupo mais sustentável.

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