Do recato à boémia por... alguns milhões

Do recato à boémia por... alguns milhões
Palácio Patiño

Há palácios à venda em Portugal que oferecem o recato ou a boémia a quem tenha carteira para isso. 

Do Porto a Elvas, passando por Cascais e Xabregas, estes oito palácios históricos com valores desde os 500 mil aos 23 milhões de euros.

Eis alguns na carteira das imobiliárias que se concentram no luxo, como a Sotheby's e a Christie's, segundo a CNN Portugal.

 

  • Palácio de Xabregas, Marvila, Lisboa (15 milhões de euros)

Há cinco séculos que o Palácio de Xabregas permanece no bairro oriental da capital. Construído pelo navegador Tristão da Cunha, que chefiou a embaixada de D. Manuel ao papa Leão X, a propriedade detém a maior coleçcão particular de azulejos do país.

Foi também o local que acolheu a maioria das reuniões dos conjurados de 1640, um grupo revolucionário e nacionalista que conspirou contra a dinastia filipina e esteve na origem da instauração da independência com D. João IV.

Com uma extensão de 4.905 metros quadrados, o Palácio de Xabregas possui 30 quartos e dez casas de banho. Foi ainda a residência de Nuno da Cunha, vice-rei da Índia e de Pedro de Melo da Cunha de Mendonça e Meneses, comendador da Ordem de Cristo e o 2.º Conde de Castro Marim.

Segundo a imobiliária Sotheby's, o Palácio, que se encontra pela primeira vez no mercado, tem uma autorização de projecto para ser transformado num hotel de boutique, com a capacidade de cerca de 100 quartos.

 

  • Palácio Patiño, Estoril, Cascais (23 milhões de euros)

No Estoril, há um palácio dos anos 50 inspirado na arquitectura portuguesa do século XVIII que foi posto à venda em Julho de 2021 e que acolheu as mais luxuosas festas de Hollywood, na década de 60.

Os eventos tiveram o seu expoente máximo em Setembro de 1968 quando, naquela propriedade, estiveram Audrey Hepburn, Zsa Zsa Gabor, Gina Lollobrigida e o rei Haroldo V da Noruega, entre outros nomes do jet set nacional. No Diário de Notícias surge também uma reportagem da altura que descreve a festa como "a mais fabulosa que algum dia se realizou em Portugal".

As festas eram organizadas pelo proprietário do palácio, o "Rei do Estanho", Antenor Patiño, multimilionário da Bolívia.

Foi da sua paixão pelo Estoril que nasceu este palácio de 3.350 metros quadrados e que conta também com uma biblioteca inspirada na Biblioteca Joanina de Coimbra, tetos de madeira, um spa com sauna, um cinema com projectores vintage, 14 quartos e 17 casas de banho.

 

  • Palacete de Elvas, Elvas (12,6 milhões de euros)

Este palacete foi mandado construir pela nobreza portuguesa, no ano de 1880. 

Segundo a imobiliária Christie's, o monumento está integrado numa herdade de 90 mil metros quadrados e foi arquitectado com base em influências francesas. Ao redor da área residencial, há um jardim botânico e um campo de equitação com obstáculos e espaço para trinta cavalos. 

Destacam-se ainda duas vivendas independentes e uma piscina. No total, o espaço tem dez quartos e oito casas de banho.

 

  • Palácio D'el Carmen, Serra da Arrábida, Setúbal (12 milhões de euros)

Edifício histórico construído em 1534, de acordo com o escritor do século XVI Frei Agostinho de Santa Maria, o Palácio D'el Carmen foi mandado erguer pela 2.ª Duquesa de Aveiro, Mariana Giron pela cordial e grande devoção que tinha pela Senhora do Carmo e para que nunca se duvidasse que ela era espanhola.

Actualmente, segundo a Direção-Geral do Património Cultural, encontra-se fechado e sinalizado como degradado, ainda que tenha recebido vários eventos privados, nomeadamente casamentos e baptizados.

Integrado no Parque Natural da Arrábida, entre Azeitão e o Portinho, o palácio tem 3.200 metros quadrados e possui sete quartos e quatro casas de banho. Tem ainda dois salões com espaço para 200 pessoas e uma sala menor.

 

  • Palácio D. João V, Lumiar, Lisboa (7,5 milhões de euros)

Entre os palácios e quintas luxuosas do Paço do Lumiar, zona histórica de Lisboa com antigas propriedades da Coroa Portuguesa, encontra-se um palácio do século XVIII "que se destaca pela sua nobreza e beleza intemporal", afirma a imobiliária Sotheby's.

O palácio foi baptizado pela população local com o nome do rei D. João V e crê-se que tenha sido a residência do rei no século XVII. Erguido numa área de cerca de 999 metros quadrados e distribuído por três pisos, este monumento tem 13 amplas assoalhadas, entre as quais, 4 quartos, 2 suites e 8 casas de banho.

Desde o seu brasão real, embutido na fachada do edifício principal e no pavilhão junto ao lago, às imagens nos azulejos barrocos das margens do jardim, as marcas da presença do monarca estão espalhadas por toda a propriedade.

 

  • Palácio do Século XVII, Carnide, Lisboa (4,95 milhões de euros)

Situado num dos bairros mais antigos de Lisboa, existem poucos registos deste palácio na Direcção-Geral do Património Cultural, sendo que apenas existe o registo de que o edifício principal da propriedade tenha dois pisos e um sótão.

Ao redor, o palácio contempla um jardim com árvores centenárias, um pequeno lago e um poço. A propriedade foi totalmente renovada em 1975. 

No total, tem 760 metros quadrados, oito quartos e quatro casas de banho.

 

  • Palácio no Bonfim, Porto (2,75 milhões de euros)

No Porto, a Sotheby's dá destaque a um palácio burguês do início do século XX que mantém a maior parte dos seus detalhes originais, como um antigo pavimento de Riga, mosaicos e uma fachada em azulejos da Viúva Lamego.

Com cerca de 520 metros quadrados, sete quartos e seis casas de banho, este monumento localizado no Bonfim tem uma vista privilegiada para a cidade do Porto e apresenta um grande jardim de dois níveis. Existe também uma cozinha, uma despensa e duas casas de banho.
 

  • Palácio dos Condes de Bonfim, Elvas (500 mil euros)

Na carteira da consultora imobiliária Coldwell Banker City consta o palácio "mais barato" desta lista. Localizado na Praça da República, em Elvas, este palácio edificado no século XIX era a antiga residência dos Condes de Bonfim.

Composto por quatro pisos, o palácio tem 658 metros quadrados e quinze quartos. Conta ainda com uma cave e uma loja anteriormente alugada a uma companhia de seguros.

O palácio encontra-se, no entanto, bastante debilitado. Escadas e janelas partidas são evidentes, tal como a presença acentuada de humidade nas paredes e no teto. Também as zonas de cozinha e casa de banho se encontram praticamente destruídas.

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