Um retrato de Alfama depois da invasão do Alojamento Local

Um retrato de Alfama depois da invasão do Alojamento Local
Aleksandra Wisniewska/FT

A FT Magazine descreve o castiço Bairro de Alfama depois da invasão do Alojamento Local.


Bruno Romão possui um dos tradicionais cafés em Alfama, o histórico bairro lisboeta com um intrincado número de ruas estreitas e sinuosas e fachadas de azulejos
"Todos os outros passaram a restaurantes", diz uma cliente frequentadora do café E continuou afirmando que os turistas preferem restaurantes não os cafés tradicionais.

Por isso Romão teve de adaptar-se. Por isso abriu recentemente um pequeno espaço para refeições numa sala ao lado do café. “Não mudei nada neste espaço em 20 anos”, disse olhando o interior antiquado do espaço, “mas mudei o menu”.

Romão vivia junto ao seu café, mas depois do divórcio saiu de Alfama. Para ele e para muitos outros os preços de arrendamento ultrapassam o rendimento de cada um.


Desde 1980, que a população de Alfama baixou de 20 mil para os actuais mil, afirma Luis Mendes um geógrafo da Universidade de Lisboa e membro da Associação de Moradores de Lisboa.

Afirma ainda que mais 55% dos apartamentos de Alfama são para arrendamentos de curto prazo, muitas vezes anunciados através de sites como Airbnb

O aumento de contratos de curto prazo afectou muitas cidades do sul da Europa e são culpados pelo aumento de preços da propriedade e ainda de terem feito com em algumas cidades culturais do mundo tenham utilizado verbas só pensando no Turismo.

 

Mas plataformas como Airbnb e HomeAway trouxeram investimento significativo a países que desde 2012, conseguiram recuperar da crise da zona euro.
Airbnb afirma que criou novas oportunidades económicas a milhões de europeus, por conta própria, adicionando $100bn à economia global, no ano passado.


Muitos investidores privados compraram e renovaram propriedades históricas que estavam em risco de desaparecer, com o investimento Airbnb.
A questão que se coloca é simples, estão as plataformas de arrendamento de curta duração a destruir o centro cultural da Europa ou estão a ajudar a salvá-lo?


Fonte FT Magazine

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